Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32,3% da população
Dados oficiais apontam queda de 2,9% na atividade econômica em julho
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Dados oficiais apontam queda de 2,9% na atividade econômica em julho
A pobreza na Argentina atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, o equivalente a cerca de 9,7 milhões de pessoas. O índice representa uma alta em relação aos 28,2% registrados no segundo semestre de 2025. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 24 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
No início do governo de Javier Milei, o índice havia subido de 41,7% no segundo semestre de 2023 para 52,9% no mesmo período de 2024. Depois disso, a taxa apresentou uma sequência de quedas e chegou a aproximadamente 28% no ano passado.
Também houve aumento no número de pessoas consideradas abaixo da linha da indigência, que passou de 6,3% no segundo semestre de 2025 para 7,5% no primeiro semestre de 2026. O percentual corresponde a aproximadamente 2,2 milhões de pessoas.
Os dados do Indec são calculados com base em 31 regiões urbanas e consideram a capacidade das famílias de adquirir a cesta básica alimentar e a cesta básica total, que inclui despesas como moradia, transporte e vestuário.
Entre as pessoas em situação de pobreza, 44,5% são crianças e adolescentes de até 14 anos.
Governo comenta
O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, comentou os números e destacou que, apesar do aumento em relação ao semestre anterior, os índices permanecem abaixo dos registrados no primeiro semestre de 2024.
Sobre a atividade econômica, que apresentou queda de 2,9% em julho em comparação com junho, Caputo afirmou que o resultado foi influenciado por fatores considerados temporários. No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, porém, a atividade econômica ainda registra crescimento de 1,7%.
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