Polícia Civil realiza operação após ameaças de massacre em escolas de Ponta Grossa
Durante a ação, policiais apreenderam cocaína na residência do investigado e cumpriram mandado de prisão contra a mãe dele
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Durante a ação, policiais apreenderam cocaína na residência do investigado e cumpriram mandado de prisão contra a mãe dele
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na manhã desta sexta-feira, 12 de junho, uma operação para apurar ameaças de massacre direcionadas a dois colégios estaduais de Ponta Grossa/Paraná. A ação foi coordenada pela Delegacia do Adolescente e resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de um jovem de 19 anos investigado pelas publicações.
De acordo com a investigação, as ameaças foram divulgadas por meio de um perfil falso em uma rede social. Nas mensagens, dois estabelecimentos de ensino do município eram mencionados, provocando preocupação entre alunos, familiares, professores e demais integrantes da comunidade escolar.
Durante as diligências, os policiais identificaram que um dos colégios citados era uma instituição onde o suspeito estudou anteriormente. O segundo estabelecimento mencionado é frequentado atualmente por uma familiar do investigado.
As apurações também revelaram que o nome utilizado no perfil fazia referência ao sobrenome de um dos autores do ataque ocorrido em uma escola de Suzano, no estado de São Paulo, em 2019. A circunstância reforçou a necessidade de uma resposta rápida das forças de segurança.
Após a adoção de medidas investigativas especializadas, incluindo análises telemáticas, a Polícia Civil conseguiu identificar o principal suspeito responsável pelas postagens. Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela expedição de mandado de busca e apreensão, posteriormente autorizado pela Justiça.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais encontraram uma porção de cocaína na residência do investigado. Segundo a PCPR, ele assumiu ser o proprietário da substância.
Ainda durante a operação, os agentes verificaram que a mãe do investigado possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Ela foi presa e encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza para o cumprimento da determinação judicial.
Conforme a Polícia Civil, até o momento não foram encontrados elementos que indiquem a preparação ou o planejamento concreto de um ataque contra escolas do município. Também não há indícios de risco atual às comunidades escolares de Ponta Grossa.
Mesmo assim, em razão da gravidade das ameaças e do impacto causado, o investigado responderá pelo crime de ameaça por meio de Termo Circunstanciado, sem prejuízo da continuidade das investigações.
O delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira destacou que toda ameaça envolvendo instituições de ensino é tratada com absoluta seriedade pelas forças de segurança.
“As investigações permitiram esclarecer os fatos e, até o momento, não foi identificado qualquer risco concreto para as escolas da cidade, circunstância que deve tranquilizar alunos, familiares, professores e toda a população”, afirmou.
A Polícia Civil informou ainda que os nomes das instituições de ensino não serão divulgados, visando preservar a segurança e evitar a exposição das comunidades escolares envolvidas.
Por fim, a corporação reforçou que denúncias sobre ameaças ou situações suspeitas envolvendo escolas devem ser comunicadas imediatamente às forças de segurança para rápida apuração e adoção das medidas cabíveis.