Policiais civis salvam criança de um ano durante emergência em São José dos Pinhais
Criança apresentou dificuldade para respirar e foi levada imediatamente ao Hospital São José
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Criança apresentou dificuldade para respirar e foi levada imediatamente ao Hospital São José
Uma ação rápida de policiais civis auxiliou no salvamento de uma criança de um ano e três meses que apresentou uma emergência médica na quarta-feira, 19 de agosto, na 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O agente de polícia judiciária (APJ) Nikolas Cabral dos Santos foi chamado para atender a ocorrência. No local, o policial civil Ronald Agner Silva já realizava manobras de desengasgo na criança, que estava nos braços dele.
Nikolas assumiu o atendimento e continuou as manobras, mas percebeu que não havia saída de objeto ou secreção pela boca e que a criança permanecia com dificuldade para respirar. O pai informou que ninguém havia visto a criança ingerir algum objeto.
Durante a avaliação, a menina apresentou respiração superficial e ruidosa, olhar fixo, pequenos movimentos nos membros superiores e períodos em que deixava de respirar. Diante dos sinais, Nikolas passou a considerar a possibilidade de uma crise convulsiva, além de uma eventual obstrução parcial das vias aéreas.
O policial é enfermeiro de formação e trabalhou durante cinco anos em pronto-socorro antes de ingressar na Polícia Civil. Atualmente, também atua como professor de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC).
A equipe decidiu transportar imediatamente a criança até o Hospital São José. Os APJs Andrey Roberto dos Santos e Adriano Antônio Mroczek participaram do deslocamento em uma viatura caracterizada, com sinais sonoros e luminosos acionados.
Durante o trajeto, a criança apresentou movimentos involuntários nos braços e flacidez na região cervical. Nikolas realizou medidas de suporte respiratório e manteve o atendimento até a chegada ao hospital.
Na unidade hospitalar, a criança apresentava pulso palpável, frequência cardíaca elevada e dificuldade respiratória. Após avaliação médica, foi identificado que o quadro correspondia a uma crise convulsiva.
A menina permaneceu hospitalizada para atendimento e investigação. Na manhã de quinta-feira, 20 de agosto, Nikolas retornou ao hospital e recebeu a informação de que ela estava se recuperando. Posteriormente, a família confirmou que a criança havia recebido alta e retornado para casa.
O pai da menina, Luan Railo Sebestyam, agradeceu aos policiais pelo atendimento prestado desde os primeiros momentos da emergência e destacou que a filha estava bem após receber alta.
Para Nikolas, o caso reforça a importância de policiais e demais profissionais da Segurança Pública terem conhecimentos básicos de primeiros socorros e atendimento de emergência, já que muitas vezes são os primeiros a chegar diante de uma situação crítica.
A atuação da equipe permitiu a reavaliação rápida do quadro, a adoção de medidas de suporte e o encaminhamento imediato da criança para atendimento médico especializado.