Projeto que inclui vacina nonavalente contra HPV no SUS avança para a Câmara
Texto prevê oferta gratuita da vacina mais abrangente contra o HPV na rede pública de saúde
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Texto prevê oferta gratuita da vacina mais abrangente contra o HPV na rede pública de saúde
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou o Projeto de Lei 3.907/2025, que prevê a inclusão da vacina nonavalente contra o HPV (papilomavírus humano) no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS). Como a proposta foi aprovada em decisão terminativa, o texto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados.
Atualmente, o SUS disponibiliza gratuitamente a vacina quadrivalente, que oferece proteção contra quatro tipos do vírus e é destinada a grupos específicos, como crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Já a vacina nonavalente, disponível apenas na rede privada, protege contra nove tipos de HPV, incluindo os quatro já contemplados pelo imunizante utilizado na rede pública.
O HPV está entre as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Embora muitos casos sejam eliminados naturalmente pelo organismo, algumas infecções persistentes podem causar lesões e aumentar o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente o câncer do colo do útero.
A proposta é de autoria da senadora Dra. Eudócia, que argumenta que a ampliação da cobertura vacinal poderá reduzir significativamente os casos da doença e gerar economia ao sistema público de saúde.
O parecer favorável foi apresentado pela senadora Ana Paula Lobato. Segundo o relatório aprovado, a vacina nonavalente amplia a proteção contra cânceres relacionados ao HPV para cerca de 90%, percentual superior aos aproximadamente 70% oferecidos pela vacina quadrivalente atualmente utilizada pelo Programa Nacional de Imunizações.
O texto aprovado também prevê que a medida seja incorporada à legislação que institui a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano, consolidando em um único marco legal as ações de prevenção e combate à doença.
Agora, a proposta será analisada pelos deputados federais antes de uma eventual sanção presidencial.
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