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15/02/2025 07:21

Radicalismo Político: O Preço do Ódio



Dirigia eu pela BR-277 esta semana quando ouvi um radialista dizer algo que me fez refletir:

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Radicalismo Político: O Preço do Ódio

Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira

Você já brigou com alguém por política? Já perdeu um amigo ou se afastou de um familiar porque pensam diferente? Pois saiba que esse extremismo tem custado caro. Muito caro.

Neste sábado, 15 de fevereiro, escrevo sobre um tema que ouvi recentemente em um evento em Foz do Iguaçu: Paz na Política. E convenhamos, leitor, precisamos falar sobre isso. A polarização entre esquerda e direita, direita e esquerda, está fora de controle.

Sejamos sinceros: divergências políticas são fundamentais para o desenvolvimento. Onde todo mundo concorda com tudo, não há avanço. Isso é um fato. Agora, quando o radicalismo predomina, quando eu sempre estou certo e você sempre está errado – ou vice-versa –, temos um problema sério.

Recentemente, vimos um exemplo claro desse radicalismo. O ex-policial penal Jorge Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu. Uma sentença anunciada no Tribunal do Júri de Curitiba, dois anos e meio após o crime.

Agora, pare e pense: olhe o tamanho da tragédia. De um lado, uma família destruída pela perda de um pai, marido, filho. Do outro, uma família que agora tem um parente condenado, preso, afastado de tudo. O que sobrou? Apenas sofrimento. Isso é o cúmulo do radicalismo.

E aqui entra a grande reflexão: quantas vezes, no nosso dia a dia, nos deixamos levar por essa mesma intolerância? O radicalismo cega, impede o diálogo e transforma adversários políticos em inimigos pessoais.

Dirigia eu pela BR-277 esta semana quando ouvi um radialista dizer algo que me fez refletir:

"Ei, você que está brigando por política, acha mesmo que Lula ou Bolsonaro estão preocupados com você? Acha que eles vão te defender se você se meter em uma encrenca por causa deles? Muito pelo contrário, eles querem distância de gente problemática."

E ele está certíssimo! Eu posso não concordar com as políticas de um ou de outro, e isso é extremamente normal. Agora, brigar com meu vizinho por política? Sendo que, se um dia eu passar mal, é ele quem pode me socorrer? Isso não faz o menor sentido!

Pense nisso: se amanhã você estiver precisando de ajuda, é o seu vizinho que pode salvar sua vida – não um político. Eu posso discordar da opinião dele, mas isso não significa que devo odiá-lo. O radicalismo leva tudo para o lado pessoal, e quando isso acontece, a tragédia é questão de tempo. Foi assim no caso que mencionei nesta coluna. O extremismo destruiu famílias.

Então, antes de entrar em mais uma discussão política sem sentido, pense: vale a pena?

Agora, eu te faço um pedido: envie esta coluna para alguém que precisa ler isso. Compartilhe com aquele amigo ou parente que anda brigando por política como se fosse uma guerra. Talvez, essa reflexão faça diferença na vida dele.

E se você gosta desse tipo de conteúdo e quer acompanhar mais, me siga no Instagram @jr_vieira.oficial. Vamos continuar esse debate de forma madura e construtiva.

Porque amanhã, o adversário político que você trata como inimigo pode ser a única pessoa que vai te estender a mão quando você mais precisar.

Agora me diga: o que você pode fazer para mudar isso hoje?

E antes de sair, compartilhe este texto com mais alguém. O que discutimos aqui pode ajudar a abrir os olhos de muita gente!




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