Santa Izabel do Oeste comemora hoje seu 62º aniversário. A cidade que nasceu da coragem, da esperança e do trabalho de seus pioneiros celebra mais um marco, reafirmando sua identidade acolhedora e a força de uma comunidade que cresceu unida. Cada rua, bairro e família compõem o mosaico vivo de um município que honra seu passado e continua construindo um futuro próspero. Santa Izabel do Oeste é, antes de tudo, uma terra de gente que acredita — e que faz acontecer.
Uma trajetória construída desde as primeiras picadas na mata
A história do município começa em meados da década de 1940, quando o primeiro morador, João Ribeiro Cordeiro, natural de Campos Novos (SC), chegou ao território atraído pela fertilidade da terra. Ao lado de João Druhm, Lauro Vidal, Antônio Maria Viana, Elzino Tolomiotti e Laura Etelvina Gonçalves, ele abriu as primeiras picadas com facão e foice, iniciando plantações de subsistência que sustentaram os primeiros anos da comunidade.
Naquela época, o território pertencia a Capanema. Em 1961, com a emancipação de Ampére, os moradores de Santa Izabel do Oeste intensificaram a luta pela própria autonomia. O primeiro passo oficial ocorreu em 1º de março de 1962, com a lei municipal 18/62, que criou o distrito administrativo. João Cordeiro foi nomeado subprefeito, e logo se formou a comissão pró-emancipação, composta por Lino Rockembach, José Penso, Severino Bernardi, Valdir Ribas e Nestor Bocchi.
A tão sonhada emancipação política foi conquistada em 29 de novembro de 1963, pela lei 4.788. O nome do município homenageia a mãe do fundador, reforçando o vínculo afetivo que marcou o nascimento da comunidade. Com a primeira eleição, Lino Rockembach assumiu como prefeito e iniciou a organização administrativa do novo município, criando os distritos de Sarandi, Rio da Prata que em 1967 tornou-se distrito judiciário, Jacutinga, Anunciação e União do Oeste.
A demarcação dos lotes rurais e do perímetro urbano foi concluída pela GETSOP em agosto de 1964. Seus limites oficiais foram estabelecidos pela lei 43, de 25 de novembro de 1968. No mesmo ano, a lei 42 nomeou as praças da cidade, todas inspiradas em árvores que marcavam a paisagem da época da colonização, como pinheiro, acácia, jacarandá, cedro, imbuía, ipê, coqueiro, carvalho, canela e marfim símbolos do verde que moldou a identidade local.
Hoje, Santa Izabel do Oeste celebra não apenas mais um aniversário, mas a memória viva de seus pioneiros e a determinação de um povo que transformou mata fechada em uma cidade próspera. Parabéns, Santa Izabel do Oeste! Que sua história continue sendo escrita com trabalho, união e esperança.


Fonte: Mídia Sudoeste
Autor: Thaynara Queiroz/Luiz Antonio
Crédito da imagem: Mídia Sudoeste
Repórter: Thaynara Queiroz/Luiz Antonio