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GERAL

Seis hospitais do Paraná passam a realizar captação de órgãos pela primeira vez

As novas captações ocorreram em hospitais de Curitiba, Colombo, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Cianorte e Ivaiporã

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Seis hospitais do Paraná passam a realizar captação de órgãos pela primeira vez
Secretaria da Saúde

Salvar vidas e devolver qualidade de vida para pacientes que aguardam por um transplante segue sendo uma das principais missões do sistema estadual de transplantes do Paraná. Nos últimos meses, seis hospitais do Estado passaram a realizar captações de órgãos pela primeira vez, ampliando a rede de atendimento e fortalecendo o sistema de doação.


As ações foram coordenadas pelas Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), estruturas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) responsáveis por identificar potenciais doadores e dar suporte técnico e humano em todo o processo de captação.


Atualmente, o Paraná conta com quatro OPOs instaladas em Cascavel/Paraná, Curitiba/Paraná, Londrina/Paraná e Maringá/Paraná. As equipes são compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, profissionais administrativos e motoristas, totalizando cerca de 38 servidores envolvidos diretamente nas operações.


Entre os destaques recentes está a primeira captação realizada no Instituto Bom Jesus, em Cianorte/Paraná, acompanhada pela OPO de Maringá. Já pela OPO de Londrina, o Hospital Regional de Ivaiporã realizou recentemente seu primeiro procedimento de captação de órgãos.


Na região Oeste, o Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão/Paraná, também passou a integrar a rede estadual de hospitais com captação efetivada.


Na área da OPO Curitiba, três unidades realizaram as primeiras captações em 2025: o Hospital e Maternidade Luiza de Marillac, em Curitiba/Paraná, o Hospital São Rafael, em Colombo/Paraná, e o Hospital São Camilo, em Ponta Grossa/Paraná.


Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, as novas captações representam um avanço importante para o fortalecimento da rede estadual de transplantes.


“Esses procedimentos demonstram a ampliação da capacidade de identificação e efetivação da doação em hospitais onde o processo ainda não ocorria. É um trabalho consolidado que coloca o Paraná em destaque pelos altos índices de doações e transplantes”, afirmou.


A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni, destacou que os resultados são reflexo de investimentos contínuos em capacitação profissional e organização das equipes hospitalares.


Atualmente, o Paraná possui 108 hospitais notificantes autorizados pelo Ministério da Saúde para identificar e comunicar potenciais doadores à Central Estadual de Transplantes. O sistema estadual também conta com 71 comissões hospitalares responsáveis pela gestão dos processos de doação dentro das unidades.


Além disso, a rede reúne 37 equipes transplantadoras de órgãos e 84 equipes especializadas em transplantes de tecidos, envolvendo aproximadamente 700 profissionais especializados em todo o Estado.

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