Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos
Doação depende de avaliação completa da saúde de quem vai doar
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Doação depende de avaliação completa da saúde de quem vai doar
Durante o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos, uma informação ainda pouco conhecida chama atenção: pessoas idosas também podem ser doadoras vivas de órgãos. No Brasil, não existe uma idade máxima geral que impeça a doação. O principal critério é o estado de saúde do potencial doador e a segurança do procedimento.
Segundo o Ministério da Saúde, o doador vivo precisa ser maior de idade, juridicamente capaz, estar em condições satisfatórias de saúde e concordar com a doação, desde que o procedimento não prejudique sua própria saúde. Entre as possibilidades estão a doação de um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.
Especialistas reforçam que a idade, isoladamente, não determina se uma pessoa está apta ou não para doar. Em pessoas mais velhas, a avaliação pode ser ainda mais detalhada, considerando fatores como funcionamento dos rins, condições cardiovasculares, histórico de doenças e estado geral de saúde.
De acordo com informações divulgadas pelo Hospital Universitário de Brasília, pessoas com 60, 65, 70 anos ou mais podem, em determinadas condições, ser avaliadas para a doação em vida. Não existe um exame único capaz de definir a possibilidade. A equipe médica analisa individualmente os riscos da cirurgia e se o doador poderá manter uma vida saudável após o procedimento.
O rim é um dos principais órgãos que podem ser doados em vida. Como o corpo humano possui dois rins, em determinadas situações uma pessoa saudável pode viver normalmente com apenas um deles. A doação de parte do fígado também é possível, embora seja um procedimento de maior porte e possa ter critérios mais restritivos.
A legislação brasileira também estabelece regras sobre quem pode realizar a doação em vida. Parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Quando não existe esse grau de parentesco, a doação depende de autorização judicial.
Além da doação em vida, o Setembro Verde reforça a importância de conversar com a família sobre o desejo de ser doador após a morte. No Brasil, a retirada de órgãos de pessoas falecidas depende da autorização familiar. Por isso, comunicar previamente essa vontade aos familiares é fundamental.
A campanha Setembro Verde busca ampliar a informação sobre a doação de órgãos e estimular o diálogo sobre o tema. Para quem considera a possibilidade de ser doador vivo, a orientação é procurar uma equipe especializada em transplantes, que poderá realizar todos os exames necessários e avaliar individualmente se a doação pode ser feita com segurança.