Telescópio Roman da NASA é lançado para investigar os mistérios do Universo
Observatório seguirá para uma região a 1,6 milhão de quilômetros da Terra e deve iniciar as primeiras observações em 2027
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Observatório seguirá para uma região a 1,6 milhão de quilômetros da Terra e deve iniciar as primeiras observações em 2027
A NASA lançou neste domingo o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, uma das principais missões da agência para investigar os grandes mistérios do Universo. O observatório foi lançado às 7h26, no horário do leste dos Estados Unidos, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O Roman terá como principais objetivos estudar a matéria escura, a energia escura e os exoplanetas, além de ampliar o conhecimento sobre a formação e a evolução do Universo.
Após o lançamento, o telescópio iniciou uma viagem de aproximadamente três meses até seu destino final, o segundo ponto de Lagrange Sol-Terra (L2), localizado a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra.
A equipe de controle da NASA começou a receber dados de telemetria apenas sete minutos após o lançamento. Cerca de 31 minutos depois, o observatório se separou do foguete Falcon Heavy, que teve o desempenho esperado.
Uma hora e 23 minutos após o lançamento, a equipe confirmou também a implantação dos painéis solares e da cobertura inferior do instrumento contra a luz solar.
Nos próximos dias, os controladores deverão realizar novas etapas de preparação, incluindo a implantação da antena de alto ganho, da cobertura da abertura e a primeira correção de trajetória.
Tecnologia para observar o Universo
O principal instrumento do Roman será o Wide Field Instrument (WFI), uma câmera infravermelha de 300 megapixels equipada com 18 detectores. O equipamento permitirá observar grandes regiões do céu com alta precisão.
Segundo a NASA, o telescópio foi projetado para realizar levantamentos do Universo mil vezes mais rapidamente que o Telescópio Espacial Hubble.
O observatório também conta com um Coronógrafo, instrumento que demonstrará tecnologias voltadas à observação direta de exoplanetas. Inicialmente, o equipamento será utilizado para capturar imagens de planetas semelhantes a Júpiter.
Durante os próximos três meses, os instrumentos passarão por calibrações e testes. A NASA prevê divulgar as primeiras imagens do Roman no início de 2027.
O telescópio deverá produzir aproximadamente 1,4 terabytes de dados por dia, a maior taxa de dados registrada até então por uma missão astrofísica da NASA. Parte dessas informações será analisada com auxílio de inteligência artificial, aprendizado de máquina e participação de cientistas cidadãos.
A missão recebeu o nome de Nancy Grace Roman, astrônoma e primeira chefe de astronomia da NASA, reconhecida por sua contribuição para o desenvolvimento do programa espacial científico da agência.
A expectativa é que o novo observatório ajude os pesquisadores a compreender melhor a composição do Universo, a natureza da matéria e da energia escuras e a existência de mundos além do Sistema Solar.
Nota de Falecimento