Três réus são condenados a quase 70 anos de prisão por ataque a tiros em Anchieta
Julgamento durou mais de 32 horas e terminou nesta quarta-feira, 7 de outubro
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Julgamento durou mais de 32 horas e terminou nesta quarta-feira, 7 de outubro
Três réus foram condenados pela Justiça após um julgamento que durou mais de 32 horas e terminou na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, em Anchieta, no Oeste de Santa Catarina. Somadas, as penas chegam a 69 anos, 11 meses e 12 dias de prisão.
O processo trata de um ataque a tiros ocorrido em 13 de maio de 2024, que resultou na morte de uma pessoa e deixou outras duas como vítimas de tentativa de homicídio.
Segundo a acusação, o crime foi planejado por familiares de uma jovem que havia sido morta seis anos antes. O objetivo seria matar o homem apontado como autor daquele homicídio e que já havia sido condenado pelo crime.
Na noite do ataque, o alvo estava em saída temporária da prisão e visitava a mãe e o padrasto. Durante a ação, o padrasto foi atingido por um disparo na cabeça e morreu.
Durante o julgamento, a mãe do alvo relatou aos jurados o terror vivido pela família e afirmou que os invasores pretendiam matar todas as pessoas que estavam na residência.
O homem apontado como executor dos disparos recebeu a maior pena, de 37 anos, cinco meses e dois dias de prisão, em regime inicial fechado.
O homem apontado como mentor do crime, que também efetuou disparos e entrou em luta corporal com as vítimas sobreviventes, foi condenado a 27 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, também em regime inicial fechado.
Já o filho dele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por incentivar a tentativa de homicídio contra o alvo do plano.
O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos, que sustentou perante os jurados a autoria e a materialidade dos crimes, além da participação individual de cada réu.
Nota de Falecimento