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GERAL

Você já deu a tua cheiradinha hoje?

Hoje, a droga mais forte que existe é o celular. A droga que enche de dopamina todos os dias a nossa cabeça. Se a gente não se cuida, a gente fica o tempo todo preso nela.

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Você já deu a tua cheiradinha hoje?
Junior Vieira

Você já deu a tua cheiradinha hoje?


Por: Junior Aurélio Vieira de Oliveira


Domingo, 22 de fevereiro de 2026 | 07h53


Essa crônica é para a gente refletir. É para provocar.


Quando eu falo “cheiradinha”, eu não estou falando de drogas. Eu estou falando do novo vício que talvez seja um dos mais fortes do que qualquer outro entorpecente que exista: o uso do celular.


Eu sei. O celular é importante. O trabalho está na palma da mão. Os negócios estão acontecendo na palma da mão.


Mas em pleno 2026, início ainda do ano, porque estamos passando o mês de fevereiro, é importante fazer essa provocação. Hoje, a droga mais forte que existe é o celular. A droga que enche de dopamina todos os dias a nossa cabeça. Se a gente não se cuida, a gente fica o tempo todo preso nela.


O Flash da Realidade


Outro dia eu saí caminhar. Senhoras e senhores, vou contar.


Eu estava caminhando e passei na frente de uma casa. Estava o casal e uma filha sentados. Do lado, uma térmica de tererê. Era domingo, por volta das 17 horas. Um calor danado. O pai, a mãe e a criança estavam vidrados no celular. O tempo todo.


Aquilo me chamou a atenção. E por isso nasceu essa crônica.


Como é que está o teu relacionamento com o uso das tecnologias?


Você concorda comigo que a droga hoje não é só o entorpecente?


São as tecnologias. É o uso do celular. É o homem que não quer ter uma relação com a namorada ou com a esposa, ou vice-versa, porque está lá na frente do jogo, no computador, com fone de ouvido, vivendo o mundo dele.


O Fim das Relações Pessoais?


Você percebe que nós não temos mais relações pessoais? A gente pouco conversa. A gente não se importa mais com o ser humano. A gente vive no nosso próprio mundo.


E eu não estou dizendo que é só você. Eu também tenho dificuldades com as tecnologias. Eu também enfrento isso dentro do meu convívio. Essa é uma reflexão para mim e para você.


Muitas vezes um dos envolvidos fica no jogo, no computador, com fone de ouvido, até duas, três horas da manhã. O filho vai dormir três horas da manhã e no outro dia é um problema para levantar para ir para a escola. Por quê? Porque está jogando. Está no celular. Está vivendo no mundo dele.


O que é que nós estamos vivendo? E agora me diga: é uma droga ou não é uma droga?


A Presença Ausente


Eu trabalho com comunicação. Sei que os negócios estão na palma da mão. Mas até que ponto?


Você recebe um amigo na tua casa para comer uma carne. Ou você vai na casa de um amigo e não se desconecta do telefone. Fica com ele na mão o tempo todo, respondendo mensagens. Aquela pessoa que te chamou fica frustrada. Por quê? Porque a droga do celular não deixa você viver aquele momento.


A pessoa se preocupou em colocar uma cerveja para gelar, preparou o momento para receber você. E essa pessoa não recebe atenção.


O corpo está ali, mas a mente não está.


O Silêncio do Telefone


O que é a droga do celular? O cara tem que dar uma cheiradinha. É metáfora. A cheiradinha é pegar o celular para ver se alguém mandou mensagem no WhatsApp. Ver quantas visualizações deu o vídeo. Ver o joguinho. Ver o grupo da fofoca.


Por que nós não recebemos mais ligações hoje? No geral, a gente prefere mensagem. Eu parei para pensar agora e tentei lembrar: qual foi a última ligação que eu recebi? Eu não lembro. De verdade, não lembro.


E você? Lembra qual foi a última ligação que você recebeu?


Se for algo realmente importante, urgente, você vai receber uma ligação. Você não vai receber a notícia da morte de um parente por mensagem. Você vai receber uma ligação.


O Movimento da Cheiradinha


E aqui eu quero propor algo. Vamos criar o Movimento da Cheiradinha.


Quando você vir alguém que está vidrado no celular, ignorando o mundo ao redor, comece a usar: "E aí, está dando uma cheiradinha?".


Se nós conseguirmos provocar a atenção das pessoas mais próximas, vamos conscientizando aos poucos. Eu não digo que, quando for nos negócios ou no trabalho, temos que abandonar o celular. Mas a gente percebe quando é o momento da "cheiradinha" viciante que estamos falando aqui, não é?


O Veredito


Então eu volto à pergunta: você já deu a tua cheiradinha hoje? Está dando a tua cheiradinha agora? Você consegue sentar com a tua família e ter uma conversa sem dar uma cheiradinha?


A nova droga é o celular. É o tempo todo. E o que eu estou falando não é só para você. É para mim e para todos nós. A pergunta que fica é: você está controlando a tua cheiradinha ou você está viciado nela, cada vez mais se enterrando nessa droga?


Comenta aqui na minha crônica.


Você já deu a tua cheiradinha? Está dando agora?


Vai compartilhar essa crônica com alguém que é viciado nessa droga?


Vai continuar dando essa cheiradinha ou vai usar essa ferramenta com mais intencionalidade?


Vai controlar essa droga? Ou vai continuar afundado na cheiradinha?


É assim que eu penso.


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