129 jornalistas foram mortos no mundo em 2025
Dados são do Comitê para a Proteção de Jornalistas
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Dados são do Comitê para a Proteção de Jornalistas
Um total de 129 jornalistas foram assassinados em 2025 em diferentes regiões do mundo, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O levantamento aponta que este é o maior número de mortes já documentado pela organização desde o início dos registros, há mais de três décadas.
De acordo com os dados, 104 assassinatos ocorreram em contextos de conflitos armados. Cinco países concentraram 84% das mortes: Israel, com 86 jornalistas mortos; Sudão, com 9; México, com 6; Rússia, com 4; e Filipinas, com 3. A maioria das vítimas era palestina.
O relatório indica ainda que dois terços das mortes (86 casos) foram atribuídas às Forças de Defesa de Israel. A entidade afirma que o aumento global está relacionado à intensificação de guerras e à impunidade em crimes contra profissionais de imprensa.
Segundo o CPJ, conflitos armados atingiram níveis históricos em 2025 e os assassinatos de jornalistas alcançaram um “recorde sem precedentes”. A organização destaca que a falta de investigações e responsabilização de autores contribui para a continuidade dos ataques.
Além de zonas de guerra, o documento aponta que violência criminosa, fragilidade do Estado de direito e perseguição política também motivaram mortes em países como Bangladesh, Colômbia, Guatemala, Honduras, Índia, México, Nepal, Peru, Filipinas, Paquistão e Arábia Saudita.
O relatório também registra aumento expressivo de ataques com drones contra jornalistas. As mortes por esse tipo de arma passaram de duas em 2023 para 39 em 2025. Na guerra entre Rússia e Ucrânia, os quatro jornalistas mortos em 2025 foram atingidos por drones russos.
Para a presidente do CPJ, Jodie Ginsberg, os assassinatos ocorrem em um momento em que o acesso à informação é essencial. A organização ressalta que jornalistas são civis protegidos pelo direito internacional humanitário e não devem ser alvos deliberados.
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