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GERAL

A BENGALA DO COITADINHO

Você conhece alguém na sua família, um amigo, alguém próximo que vive isso no dia a dia? Como essa pessoa lida com a própria condição? Você já viu alguém usar o discurso do coitadinho para justificar tudo? Ou já viu alguém transformar o diagnóstico em estratégia de crescimento?

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A BENGALA DO COITADINHO
Junior Vieira

A BENGALA DO COITADINHO


Qual é a sua opinião sobre o tema do TDAH? Leia a crônica e me dê seu feedback.


Ontem, 11 de fevereiro, eu caminhava pelas ruas da cidade com fones de ouvido. Gente passando, a rotina acontecendo. E, dentro da minha cabeça, uma conversa que não me deixou indiferente.


Era o episódio “Cultura, Gente e Liderança com Marcela Zaidem – O Padrinho Podcast 063”, no canal de Lásaro do Carmo Júnior. Em determinado momento, o assunto foi a pandemia. E veio a frase crua:


“Se eu sei que vou morrer, a última coisa que eu vou fazer é ficar calmo. Eu quero é viver.”


Aquilo não era sobre doença. Era sobre postura.



A conversa avançou para as chamadas doenças emocionais. Depressão. Autismo. Diagnósticos tardios. E então surgiu a expressão que ficou na minha cabeça: a bengala.


A bengala do coitadinho.


Existe doença emocional? Existe.


Existe sofrimento real? Existe.


Existe diagnóstico sério? Existe.


Mas também existe algo perigoso: transformar o diagnóstico em identidade permanente. Transformar a condição em justificativa. Transformar a dificuldade em desculpa.


Foi citado o exemplo do filho autista. Existe acompanhamento. Existe tratamento. Existe cuidado. Mas não vira muleta. Escola como todo mundo. Cobrança como todo mundo. Porque, se virar coitadinho, o mundo o tratará como coitadinho. E ninguém cresce assim.


Houve também o relato de um amigo que só descobriu ser autista na vida adulta. Inteligente, intenso, produtivo. Sempre foi. Depois do laudo, começou a se observar demais: “Eu não consigo porque sou autista.” Mas antes conseguia.


E aí vem a pergunta que incomoda: o diagnóstico explica ou começa a limitar?


Quando a conversa entrou no TDAH, o debate ficou ainda mais sensível. Em uma busca rápida, você encontra a definição: o TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, caracterizado por desatenção, inquietude e impulsividade. Surge na infância, pode persistir na vida adulta e afeta o desempenho escolar, profissional e as relações sociais. Não é birra. Não é frescura. Não é falta de caráter. É uma disfunção no neurodesenvolvimento.


Ou seja, ele existe.


Mas a provocação não era negar a existência. Era questionar o uso.


Antigamente, a desatenção era vista como indisciplina. Hoje recebe nome, classificação e laudo. E, sim, há casos reais. Há sofrimento real. Há pessoas que enfrentam desafios concretos. Mas também existe outra realidade: quando o assunto interessa, o foco é absoluto. Quando não interessa, a mente desliga. Hiperfoco de um lado, dispersão do outro.


Então, a pergunta não é se o TDAH existe. A pergunta é qual mentalidade se adota diante dele.


Você conhece alguém na sua família, um amigo, alguém próximo que vive isso no dia a dia? Como essa pessoa lida com a própria condição? Você já viu alguém usar o discurso do coitadinho para justificar tudo? Ou já viu alguém transformar o diagnóstico em estratégia de crescimento?


Eu não sou especialista. Não sou médico. Não sou técnico da área. O meu objetivo aqui não é dar laudo nem diminuir o sofrimento de ninguém. O meu objetivo é provocar reflexão. Uma reflexão interna, madura e responsável.


Se você identificar sinais reais, procure um médico. Procure ajuda profissional. Isso é cuidado. Isso é responsabilidade. Mas, depois do diagnóstico, vem a postura.


Diagnóstico explica, não determina.


Laudo orienta, não governa sua vida.


Protagonismo ou dependência?


Estratégia ou justificativa?


Consciência com responsabilidade ou rótulo permanente?


Qual é, na sua opinião, a mentalidade correta que alguém com TDAH deve ter?


Eu quero ouvir você.


Crônica do dia por Junior Aurélio Vieira de Oliveira


É ASSIM QUE EU PENSO



 


Vou deixar aqui o podcast para quem quiser ver e ouvir na íntegra. Este momento começa aos 42min25s.



 

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