A mulher mais poderosa da história da humanidade
De origem latina, Agripina significa: a que foi parida com dificuldade. A treta da borboleta é que Agripina é o nome da maior mariposa que se conhece e é brasileira. A mariposa tem esse nome por que até hoje não foi encontrado de onde se origina a larva que se transforma na agripina. A Agripina também foi uma menina que nasceu na Alemanha, num assentamento de campanha, nas margens do Reno, no ano 15 Depois de Cristo.
Agripina Menor (menor, mas foi a mulher mais influente no império romano) é filha de Agripina Maior, que morreu de fome e de onde ela herdou o nome, e Germânico Júlio Cesar. Ela era irmã de Calígula, mãe de Nero e esposa de Claudio I.
Agripina casou ainda menina, aos 13 anos, com Domicios Enobardo, pai do seu filho Nero. Olhos grandes e amendoados, um rosto inusitado, estreito e emoldurado pelas ondas dos cabelos em caracóis. Boca carnuda e topetuda. De sexualidade agressiva, atormentou a vida do filho, maridos e tios. Pintou e bordou em três reinados. Inteligente, Agripina entendeu precocemente que a sensualidade e a sexualidade são um ativo atrativo, no jogo do poder. Perder com essa carta na manga, só se o amor de mãe perde a relevância, na ânsia pelo poder.
O pai, Germânico morreu envenenado pelo imperador Tibério que também mandou matar os seus dois irmãos mais velhos e exilou a sua mãe em uma pequena ilha, onde morreu de fome. Quando seu irmão Calígula subiu ao trono, depois de ter ajudado seu tio, Tibério, descer ao reino dos mortos. Seu irmão Calígula deu luz a sua vida, ao imprimir a sua imagem na moeda do império. Ela foi a primeira mulher a ter essa honra. De estirpe nobre procurou um manto púrpura para o pobre Nero, ao se casar novamente com o seu tio Cláudio I, depois de enviuvar pela terceira vez. Para casar com o tio Cláudio I, filho da tia Júlia, e viúvo da Messalina, Ela exigiu que seu filho Nero se casasse com a filha mais nova de Cláudio I, depois ainda convenceu Cláudio I, a adotar Nero como filho. Colocando Nero como primeiro na linha sucessória. Depois foi só envenenar o marido, imperador Cláudio, e seu filho Nero, se tornou o novo imperador.
Nero, nerinho seu filhinho, foi o imperador mais violento e perverso do império romano. Envenenou Britânico, legítimo herdeiro do trono e irmão da sua primeira esposa Otávia. Arrumou uma acusação falsa para matar Otávia, e 12 dias depois se casou com Popéia Sabina, sua amante. Tiveram uma filha que morreu com 3 meses e na próxima gravidez, ela morreu por violência do próprio Nero. Depois mandou castrar Esporo, um jovem escravo que se parecia com a esposa e casou com ele. Tentou por 4 vezes até conseguir matar Agripina sua mãe, aos 44 anos, em março de 59. Nero atribuiu tantas acusações de crimes hediondos que o dia do seu aniversário, passou a ser um dia nefasto. Assim, na mão do próprio filho, acabou a vida da mulher mais poderosa da história.
Agripina era divina. Tinha sangue de Otávio Cesar Augusto, o primeiro imperador romano, que foi divinizado. Viveu no mesmo tempo em que supostamente Jesus viveu. De Agripina a história tem provas da existência e de Jesus nenhuma evidência. Quando Agripina casou com seu tio, exigiu do seu marido, a fundação da cidade de Colônia, no local onde ela havia nascido.
Colônia hoje é a 4 maior cidade da Alemanha. Têm a maior catedral da Alemanha, por ter o suposto restos mortais dos três reis magos, fazendo com que Colônia seja a cidade da Alemanha que recebe mais turistas e peregrinos. No ano de 310 o imperador Constantino mandou construir uma ponte sobre o rio Reno. Curioso é que naquela época, praticamente sem nenhuma tecnologia e nenhuma máquina, a ponte de 500 metros foi projetada, construída e inaugurada em um ano. A ponte está lá, em pleno uso, a 1714 anos. Colônia tem preservado o aqueduto mais longo do império romano. O aqueduto tem 95 km de extensão. Foi construído no primeiro século da era cristã.
No começo da era cristã surgiram várias mulheres fortes. Tais como Helena, mãe de Constantino, Theodora de Bizancio, Hepátia de Alexandria e a própria Agripina Menor, isso no período que o cristianismo era apenas uma seita clandestina. A partir do momento que o cristianismo se tornou religião oficial, não surgiu nenhuma mulher de destaque, em mais de mil anos.