Anvisa alerta para riscos da ashwagandha e proibição do suplemento no Brasil
Erva divulgada para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa não está entre os ingredientes autorizados para suplementos no país
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Erva divulgada para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa não está entre os ingredientes autorizados para suplementos no país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso de suplementos alimentares à base de ashwagandha, erva de origem asiática divulgada por supostos benefícios relacionados ao relaxamento e ao alívio de sintomas da perimenopausa. A substância não está entre os ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares no Brasil.
O assunto ganhou repercussão na quarta-feira, 21 de outubro, após a divulgação do caso de uma britânica que teria sofrido falência hepática, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após utilizar o suplemento.
Segundo a Anvisa, a ashwagandha não possui autorização para uso em suplementos alimentares no país. Por isso, a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dessa substância nessa categoria de produto são proibidos no Brasil.
Para que servem os suplementos alimentares?
Os suplementos alimentares são produtos destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Eles podem ser encontrados em diferentes apresentações, como cápsulas, comprimidos, pós, pastilhas e barras.
De acordo com a Anvisa, esses produtos devem conter ingredientes autorizados pela Agência e não podem ser associados a alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças.
A utilização de suplementos não é necessária para todas as pessoas. A indicação deve considerar fatores como as condições de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividades físicas. Quando houver necessidade de suplementação, um profissional de saúde qualificado deve orientar sobre o produto adequado, a quantidade e a forma de consumo.
Suplementos podem fazer mal à saúde?
A Anvisa alerta que os riscos estão associados, principalmente, a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelas autoridades sanitárias ou apresentar falhas nas condições de fabricação.
Entretanto, mesmo suplementos regularizados podem causar prejuízos à saúde quando utilizados de maneira inadequada, em quantidades excessivas ou sem considerar as necessidades individuais.
Por isso, é importante verificar as informações do rótulo e da embalagem, respeitar as dosagens recomendadas e observar as advertências e restrições de uso.
Antes de iniciar o consumo de qualquer suplemento alimentar, a orientação é buscar acompanhamento de um profissional de saúde e verificar se os ingredientes do produto são autorizados pela Anvisa.