Anvisa aprova novo uso de medicamento para doença renal rara
Decisão amplia opções de tratamento para doença renal rara sem causa conhecida
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Decisão amplia opções de tratamento para doença renal rara sem causa conhecida
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Empaveli (pegcetacoplana), do laboratório Pint Pharma. O produto, que já era autorizado no Brasil para o tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), passa agora a poder ser utilizado também em pacientes com Glomerulonefrite Membranoproliferativa Imunocomplexo Primária (GNMP-CI Primária).
A GNMP-CI Primária é uma doença renal rara e de origem desconhecida, marcada por uma resposta inadequada do sistema imunológico. Essa alteração leva ao depósito de imunocomplexos e de componentes do sistema complemento nos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtragem do sangue nos rins. Como consequência, ocorre inflamação e alteração da arquitetura renal, podendo causar sintomas como proteinúria, presença de sangue na urina, síndrome nefrótica e, em quadros mais graves, evolução para insuficiência renal.
Com a ampliação da indicação, os pacientes passam a contar com uma opção terapêutica específica para a doença, o que representa um avanço importante no tratamento de uma condição que ainda possui alternativas limitadas. A expectativa é de que o uso do medicamento contribua para um controle mais eficaz da progressão do comprometimento renal e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Segundo a Anvisa, a aprovação foi concedida após uma análise criteriosa dos dados de qualidade, segurança e eficácia apresentados pelo laboratório, em conformidade com os critérios regulatórios vigentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de janeiro.
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