O cenário econômico global sofre constantes transformações e, neste contexto, o Brasil recentemente ascendeu ao topo do ranking de juros reais mais altos do mundo
O Brasil assumiu a liderança do ranking de maiores juros reais do mundo após a Argentina anunciar um corte em suas taxas básicas. Na noite de quinta-feira, 30 de janeiro, o Banco Central da Argentina, antiga líder do ranking, promoveu um novo corte em sua taxa básica de juros, reduzindo-a de 32% para 29%, com perspectivas de alívio na inflação. Com essa decisão, os juros reais da Argentina caíram para a terceira posição, permitindo que o Brasil assumisse o topo do ranking, com uma taxa real de 9,18%.
Com a taxa de juro real é calculada, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses, o juro real argentino caiu para 6,14%. O país passou, então, para a terceira colocação no ranking. A primeira posição passa a ser ocupada pelo Brasil, com juros reais de 9,18%. A Rússia aparece na sequência, com taxa de 8,91%.
Ranking de juros reais:
Taxas de juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses
Brasil - 9,18%
Rússia - 8,91%
Argentina - 6,14%
México - 5,52%
Indonésia - 5,13%
Colômbia - 5,01%
A taxa de juros reais de um país significa quanto os juros ultrapassam a inflação, fornecendo uma imagem mais clara do impacto econômico do que a taxa de juros nominal. No Brasil, essa taxa alta está diretamente relacionada às decisões econômicas recentes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que tem aprimorado sua taxa Selic em busca da estabilidade econômica.
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira permaneceu na 4ª posição.
Turquia: 45,00%
Argentina: 29,00%
Rússia: 21,00%
Brasil: 13,25%
México: 10,00%
Colômbia: 9,50%