Astrônomos registram pela primeira vez o exato momento da explosão de uma estrela
Observação rara feita por telescópio no Chile mostra como nasce uma supernova e ajuda a entender a morte das estrelas gigantes
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Observação rara feita por telescópio no Chile mostra como nasce uma supernova e ajuda a entender a morte das estrelas gigantes
Astrônomos conseguiram algo inédito: registrar o instante exato em que uma estrela explode e se transforma em supernova. A descoberta foi feita com o Very Large Telescope (VLT), localizado no deserto do Atacama, no Chile, e marca a primeira vez que cientistas observam a forma da explosão nos primeiros momentos após o colapso da estrela.
A supernova, chamada SN 2024ggi, foi detectada pela primeira vez na noite de 10 de abril de 2024, e, em menos de dois dias, o poderoso telescópio já estava apontado para ela. O evento aconteceu na galáxia NGC 3621, a cerca de 22 milhões de anos-luz da Terra, uma distância considerada próxima em termos astronômicos.
De acordo com os pesquisadores, a explosão aconteceu quando o núcleo da estrela, uma supergigante vermelha com massa até 15 vezes maior que a do Sol, entrou em colapso, provocando um enorme choque que fez com que as camadas externas fossem lançadas para o espaço.
Usando uma técnica avançada chamada espectropolarimetria, os cientistas conseguiram identificar a forma da explosão, algo nunca visto antes. Eles descobriram que, logo no início, o material ejetado tinha o formato de uma azeitona, e que a forma foi se achatando à medida que a onda de choque se espalhava.
Segundo o professor Yi Yang, da Universidade Tsinghua, na China, que liderou o estudo, o registro dessa fase inicial é algo extremamente raro, pois dura apenas algumas horas. “Esses momentos revelam detalhes que nos ajudam a entender como as estrelas realmente morrem e se transformam em supernovas”, explicou.
A descoberta pode ajudar a descartar modelos antigos sobre como essas explosões ocorrem e melhorar as teorias atuais sobre a morte de estrelas massivas. Para os cientistas, o feito mostra o poder da cooperação internacional e da rapidez nas observações astronômicas.
“É um lembrete de que curiosidade, colaboração e ação rápida podem revelar segredos profundos do nosso Universo”, afirmou Ferdinando Patat, astrônomo do Observatório Europeu do Sul (ESO), responsável pelo VLT.
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