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GERAL

Café fica mais barato para o consumidor e exportações de soja avançam no Paraná

Estado exportou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e setembro de 2026, com receita de US$ 5,76 bilhões

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Café fica mais barato para o consumidor e exportações de soja avançam no Paraná
Albari Rosa/Arquivo AEN

O preço do café nas prateleiras apresentou queda no Paraná, enquanto as exportações do complexo soja registraram crescimento nos primeiros nove meses de 2026. Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado em 22 de outubro pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).


Entre janeiro e setembro, o Paraná exportou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo. O volume representa aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita chegou a US$ 5,76 bilhões, alta de 13%.


A soja em grão correspondeu a 71% das exportações do complexo, seguida pelo farelo, com 24%, e pelo óleo, com 5%. A China foi o principal destino dos produtos paranaenses, responsável por 58% das compras, enquanto o Irã ficou na segunda posição, com pouco mais de 8%.


Apesar do desempenho nas exportações, o plantio da soja da safra de verão perdeu ritmo após o excesso de chuvas registrado na semana anterior ao levantamento. Até o período analisado, 47% da área prevista havia sido plantada, percentual inferior à média superior a 55% observada nas últimas três safras.


Preço do café recua


O boletim também aponta redução nos preços do café. Na última semana analisada, a saca de café beneficiado foi comercializada a R$ 1.380,51, valor 10% abaixo dos R$ 1.533,37 registrados em setembro.


No varejo, o pacote de 500 gramas apresentou preço médio de R$ 23,90, abaixo do valor do mês anterior e 19% inferior aos R$ 29,42 registrados em outubro de 2025. Segundo o Deral, a queda pode favorecer a indústria na formação de estoques e contribuir para preços mais acessíveis ao consumidor.


O Paraná responde por cerca de 1% da produção nacional de café. Para a próxima safra, as chuvas regulares associadas ao cenário climático têm favorecido o desenvolvimento das primeiras floradas, conforme o boletim.


Dados da produção no Sudoeste


O levantamento também apresenta números da horticultura regional. Em 2025, o Sudoeste do Paraná respondeu por 5,3% da área estadual de olericultura, 6,2% da produção e 4,1% do Valor Bruto da Produção (VBP). A região colheu 189,8 mil toneladas em 6,1 mil hectares, movimentando R$ 309,6 milhões.


Na fruticultura, o Sudoeste representou 4,5% da área, 3,4% da produção e 3,8% do VBP estadual. A atividade registrou R$ 163,2 milhões, com produção de 50,2 mil toneladas em 2,5 mil hectares. Enquanto a olericultura apresenta recuperação dos indicadores após uma leve queda, a área destinada aos pomares continua diminuindo.


Pecuária e avicultura


Na pecuária, o boletim aponta que a oferta restrita de bovinos prontos para o abate tem sustentado as cotações. Nas exportações brasileiras de carne bovina in natura, foram embarcadas 61,3 mil toneladas nos primeiros sete dias úteis de outubro. De janeiro a setembro, o volume chegou a 2,37 milhões de toneladas, queda de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025.


Na avicultura paranaense, o preço médio do frango vivo pago ao produtor foi de R$ 4,75 por quilo em setembro, alta de 0,4% em relação a agosto e queda de 4,4% na comparação com setembro do ano anterior.


Os custos de produção também foram destacados. O milho no atacado alcançou R$ 66,43 por saca de 60 quilos, aumento mensal de 2,9%, enquanto o farelo de soja chegou a R$ 2.171,40 por tonelada, alta de 10% sobre agosto.


O boletim ainda aponta crescimento nas exportações brasileiras de carne de peru entre janeiro e agosto de 2026. O país embarcou 45.816 toneladas, com receita de US$ 188,705 milhões. O Paraná ocupou a terceira posição entre os estados exportadores, com 9.314 toneladas e faturamento de US$ 44,341 milhões.

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