Menu

Idioma
JORNAL DIGITAL
Informações
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026
Visitantes Total
13.977.910
Hoje
3.424
Cotações
Dólar
R$ --
Euro
R$ --
Peso ARG
R$ --
Farmácia de Plantão

Farmácia Garbin - 24/01 a 30/01 - Fone (46) 99141 - 3003

Redes Sociais
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
GERAL

Casos de câncer de pele crescem mais de 1.600% em uma década no Brasil

Sul e Sudeste concentram as maiores taxas; desigualdade no acesso ao diagnóstico precoce preocupa especialistas

Compartilhar
Casos de câncer de pele crescem mais de 1.600% em uma década no Brasil
Mídia Sudoeste

O número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil registrou um crescimento expressivo nos últimos dez anos. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que os casos saltaram de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024, evidenciando um aumento superior a 1.600% no período.


Em 2024, a incidência nacional foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, índice ligeiramente inferior ao registrado em 2023, quando o país atingiu o pico de 36,28 casos por 100 mil habitantes. Apesar da leve queda, os números seguem elevados, com concentração mais acentuada nas regiões Sul e Sudeste.


Os estados com maiores taxas no último levantamento foram Espírito Santo, com 139,37 casos por 100 mil habitantes, e Santa Catarina, com 95,65. Rondônia, com 85,11 casos, chamou atenção por aparecer entre os estados com maior incidência fora do eixo Sul-Sudeste. Ceará também apresentou elevação, alcançando 68,64 casos por 100 mil habitantes.


Segundo a SBD, a distribuição regional está associada a fatores como maior exposição solar, predominância de pessoas de pele clara e envelhecimento da população. A entidade destaca ainda que, em estados historicamente marcados por baixa notificação, como Roraima, Acre e Amapá, o crescimento pode indicar avanço na vigilância epidemiológica, embora a subnotificação ainda seja uma realidade, principalmente em áreas rurais ou de difícil acesso.


Diagnóstico precoce e acesso desigual


A elevação no número de diagnósticos passou a ser mais expressiva a partir de 2018, quando se tornou obrigatório o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em exames laboratoriais relacionados a biópsias.


Mesmo com o avanço na identificação dos casos, a SBD alerta para a desigualdade no acesso ao diagnóstico precoce. Dados mostram que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm 2,6 vezes mais dificuldade para conseguir consulta com dermatologista em comparação aos usuários da rede privada.


No SUS, o número de consultas dermatológicas sofreu queda significativa em 2020, passando de 4,04 milhões para 2,36 milhões, em razão da pandemia. A recuperação ocorreu de forma gradual, chegando a 3,97 milhões em 2024, próximo ao patamar pré-pandemia. Já na saúde suplementar, o volume de atendimentos se manteve entre duas e três vezes superior ao da rede pública, ultrapassando 10 milhões de consultas em 2019 e 2024.


De acordo com a entidade, o maior número de consultas aumenta a chance de identificar lesões suspeitas precocemente, especialmente nos casos de melanoma, forma mais agressiva da doença.


Tratamento e alta complexidade


A SBD destaca que o diagnóstico tardio impacta diretamente na complexidade do tratamento. Pacientes diagnosticados em estágios avançados frequentemente necessitam de procedimentos mais invasivos e prolongados.


O levantamento aponta ainda desigualdade na distribuição dos serviços de alta complexidade em oncologia. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram a maior parte dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Em contrapartida, estados como Acre, Amazonas e Amapá contam com apenas uma unidade, sem a presença de Cacons.


Quanto ao tempo entre diagnóstico e início do tratamento, os dados indicam que, entre 2014 e 2025, as regiões Sul e Sudeste conseguem iniciar a terapêutica, na maioria dos casos, em até 30 dias. Já no Norte e no Nordeste, a espera frequentemente ultrapassa 60 dias, aumentando o risco de agravamento da doença.


Prevenção e políticas públicas


Diante do cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia defende medidas urgentes voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce, como ampliação do acesso a consultas dermatológicas, campanhas educativas e incentivo ao uso de protetor solar.


A entidade informou que pretende sensibilizar parlamentares para a inclusão do filtro solar na lista de itens essenciais da Reforma Tributária, o que poderia reduzir custos e ampliar o acesso da população ao produto.


Os dados também foram encaminhados ao Congresso Nacional com o objetivo de contribuir para a regulamentação da Lei nº 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.



Mais Notícias

  • Banner