Cheia do rio Paraná leva Itaipu a abrir segunda calha do vertedouro
Nível do rio pode atingir 121 metros nesta quarta-feira, 14 de outubro
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Nível do rio pode atingir 121 metros nesta quarta-feira, 14 de outubro
O volume de chuvas acima do esperado na bacia do rio Iguaçu, na bacia incremental e no reservatório da Itaipu provocou o aumento do nível do rio Paraná, que pode atingir 121 metros acima do nível do mar nesta quarta-feira, 14 de outubro. Diante da situação, equipes da Defesa Civil, no Brasil, e da Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu, no Paraguai, estão mobilizadas para garantir a segurança das comunidades localizadas em áreas sujeitas a alagamentos.
Na última terça-feira, 13 , a Itaipu Binacional abriu a segunda calha, localizada na parte central do vertedouro, para auxiliar no escoamento da água. A medida segue os procedimentos operacionais da usina, que determinam a utilização das calhas conforme a vazão necessária, garantindo uma operação segura e controlada.
Segundo a Itaipu, a abertura da segunda calha, por si só, não agrava os alagamentos. O impacto está relacionado ao aumento da vazão vertida, que passou de 10,5 milhões de litros por segundo, às 11h, para 11,3 milhões de litros por segundo, ao meio-dia, representando um acréscimo de 800 mil litros por segundo.
O engenheiro Paulo Zanelli Jr., coordenador da Comissão Especial de Cheias da Itaipu, destacou que a região de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, já enfrentou situações semelhantes em outras ocasiões. As maiores cheias históricas foram registradas em 1992, 1983 e 2014.
De acordo com o engenheiro, essas ocorrências contribuíram para aprimorar os sistemas de monitoramento, planejamento e atuação das equipes, com foco na segurança da barragem e na redução dos impactos sobre a população.
Cerca de 170 famílias são evacuadas no Paraguai
No bairro San Rafael, no Paraguai, aproximadamente 170 famílias já foram evacuadas de áreas de risco. A operação conta com a participação da equipe de Responsabilidade Social da Itaipu, das Forças Armadas, de voluntários e de moradores da comunidade. Os trabalhos devem ser intensificados nos próximos dias.
No lado brasileiro, a Defesa Civil acompanha os níveis dos rios Paraná e Iguaçu e orienta os responsáveis por locais próximos às margens. Entre os pontos mais vulneráveis estão o Porto de Areia, Catamarã, Iate Clube Cataratas e Clube Amambay.
Conforme as informações divulgadas, não há residências brasileiras nas áreas com possibilidade de alagamento.
Monitoramento permanece constante
A Itaipu Binacional mantém o acompanhamento permanente das condições hidrometeorológicas por meio da Divisão de Estudos Hidrológicos, vinculada à Diretoria Técnica.
A usina também atua no controle da vazão do rio Paraná por meio da gestão do reservatório, regulando o escoamento da água dentro dos limites operacionais e contribuindo para reduzir os impactos das cheias nas regiões abaixo da barragem.
A população pode acompanhar as atualizações por meio do Boletim Hidrológico diário, disponível no site oficial da Itaipu Binacional.