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POLITICA

Deputado Federal Dilceu Sperafico: três décadas de atuação em defesa do agronegócio

Deputado Federal soma sete mandatos e participação em decisões sobre crédito rural, tecnologia, infraestrutura e produção agropecuária

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Deputado Federal Dilceu Sperafico: três décadas de atuação em defesa do agronegócio
Assessoria de Imprensa - Dilceu Sperafico/Clóvis Pedrini Jr.

A trajetória do Deputado Federal Dilceu Sperafico, do Progressistas do Paraná, está ligada à representação política do agronegócio brasileiro e à defesa de pautas relacionadas à produção rural, ao crédito agrícola, à tecnologia e à infraestrutura. Agropecuarista e empresário, ele chegou à Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995 e, ao longo de sua carreira, exerceu sete mandatos federais, com uma interrupção após o sexto mandato, encerrado em 2019. Retornou ao Congresso Nacional em 2023.


Uma das principais frentes de sua atuação foi a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, responsável por analisar propostas relacionadas à produção agropecuária, ao abastecimento e ao desenvolvimento rural. Sperafico presidiu o colegiado entre março de 1999 e março de 2000 e voltou ao comando em 2018, quando foi eleito em 3 de abril, com 33 votos. Na ocasião, afirmou que daria prioridade à análise de projetos considerados relevantes para o setor.


A atuação parlamentar também se estendeu à articulação política das demandas do campo. Em 2005, Sperafico assumiu a presidência da então Frente Parlamentar da Agricultura, sucedendo o Deputado Federal Ronaldo Caiado. A organização, formada por parlamentares de diferentes partidos, teve suas origens na mobilização do setor durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 a 1988 e foi formalizada em 1995. Em 2008, passou a ser denominada Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), mantendo o papel de articulação de pautas de interesse do agronegócio no Congresso Nacional.


Em pronunciamento registrado nos anais da Câmara dos Deputados em 17 de maio de 2005, Sperafico se apresentou como Presidente da Frente Parlamentar da Agricultura e membro titular da Comissão de Agricultura. Na manifestação, destacou a importância da produção agropecuária de Toledo e a integração entre campo, indústria e mercado, uma relação que caracteriza parte da economia do Oeste do Paraná.


O endividamento rural também aparece entre os temas defendidos pelo parlamentar. Em março de 2005, ele se pronunciou a favor de medidas relacionadas à securitização e ao recálculo de dívidas agrícolas, aos juros dos financiamentos rurais e à modernização da atividade agropecuária. A questão continuou presente nas discussões do setor nos anos seguintes, incluindo a agenda da Frente Parlamentar da Agropecuária em 2018, quando houve previsão de audiência pública sobre o endividamento agrícola nos Estados e Municípios.


Em 2026, Sperafico passou a atuar como Relator do Projeto de Lei 950/2026, de autoria do Deputado Federal José Nelto, que propõe a criação de um programa de securitização de dívidas rurais. Em julho, apresentou parecer favorável com substitutivo na Comissão de Agricultura. A iniciativa, porém, integra o processo legislativo e sua apresentação de parecer não significa que a proposta tenha sido aprovada definitivamente ou transformada em lei.


A infraestrutura necessária ao escoamento e à conservação da produção também faz parte das pautas associadas à sua atuação. Em setembro de 2016, publicou o artigo “As estradas rurais e a cadeia produtiva do desenvolvimento”, abordando a importância das vias utilizadas no transporte da produção agrícola. No mesmo ano, publicou “A bonita história do agronegócio de Toledo”, texto voltado à trajetória do setor no município e à sua relevância econômica.


Mais recentemente, o parlamentar assumiu a relatoria do Projeto de Lei 1.621/2026, que propõe a criação do Programa Nacional de Armazenagem e Secagem da Produção Agropecuária. Durante a tramitação, apresentou pareceres favoráveis e substitutivo. A proposta trata de uma etapa importante da cadeia produtiva, uma vez que a capacidade de armazenagem e secagem permite conservar os produtos, reduzir perdas e ampliar as possibilidades de comercialização. O projeto ainda depende das etapas legislativas necessárias para eventual aprovação.


A tecnologia agrícola e a biossegurança também integraram sua atuação. Em 2003, Sperafico participou de comissão especial relacionada ao Projeto de Lei 2.401/2003, que tratava de questões de biossegurança. Em março de 2005, defendeu o uso de tecnologias na agricultura e a autonomia dos produtores na decisão sobre a adoção de organismos geneticamente modificados. Essas manifestações fazem parte de seu posicionamento político em relação à modernização da produção agropecuária.


Em março de 2015, apresentou o Projeto de Lei 827/2015, que pretendia alterar a Lei de Proteção de Cultivares, legislação que estabelece regras para a proteção jurídica de variedades vegetais e repercute na cadeia de sementes. A proposta foi arquivada em janeiro de 2019 e, portanto, não se tornou lei.


Sperafico também participa da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), espaço de articulação legislativa relacionado ao sistema cooperativista. No setor agropecuário, as cooperativas desempenham funções que podem abranger assistência técnica, aquisição de insumos, recebimento e armazenagem da produção, processamento e comercialização, contribuindo para a organização de produtores e o funcionamento das cadeias produtivas.


Entre as propostas mais recentes está o Projeto de Lei 6.331/2025, apresentado em dezembro daquele ano, que propõe proibir a importação de tilápia e de seus subprodutos. Conforme as informações legislativas disponíveis no material de referência, a proposta permanecia em tramitação em 2026. Assim, a medida ainda não representa uma proibição em vigor.


A destinação de recursos para pesquisa agropecuária também aparece nos registros de sua atuação. Em 2024, uma emenda orçamentária de R$ 100 mil foi vinculada a ações de pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias para a agropecuária, relacionadas à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os registros orçamentários distinguem valores autorizados, empenhados e pagos, etapas diferentes da execução dos recursos públicos.


Com atuação concentrada em pautas do campo e articulação com municípios do Oeste paranaense, especialmente Toledo, Sperafico acompanha temas que envolvem agricultura, pecuária, cooperativismo e agroindústria. A região tem na produção agropecuária e nas cadeias de proteína animal importantes componentes de sua economia, além de atividades relacionadas à pesquisa, à tecnologia agrícola e à extensão rural.


Ao longo de seus sete mandatos, a participação em comissões, frentes parlamentares e relatorias de projetos colocou o Deputado Federal em discussões sobre diferentes etapas da atividade agropecuária, desde o financiamento da produção até a infraestrutura de armazenagem e o desenvolvimento tecnológico. A tramitação das propostas apresentadas, contudo, segue os procedimentos legislativos próprios, e cada iniciativa precisa ser considerada conforme seu estágio de análise e eventual aprovação.

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