Divisão do Mundo
Razões das diferenças entre brasileiros e argentinos
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Razões das diferenças entre brasileiros e argentinos
Divisão do Mundo
O ano era 1494, em Tordesilhas, D. João ll de Portugal e Ana de Castela, 'a católica', casada com Fernando ll, de Aragão, eles olharam para o planeta terra como quem olha para uma melancia, tiveram a ousadia de dividir essa terra em duas, como fazem os grileiros de hoje em dia. Combinaram que até 1770 km a oeste da ilha de Cabo Verde, tudo pertenceria a Portugal. Pra lá seria da futura Espanha.
Se é verdade ninguém sabe. Muita história mal contada ou é enviesada pra atender os interesses dos patrocinadores. Cristóvão Colombo (Pomba de Cristo) foi o maior entre os grandes navegadores. O descobrimento da América - que deveria se chamar Colômbia - foi o acontecimento de maior impacto na história da humanidade. Colombo era uma figura absolutamente controversa. Não se têm certeza da sua origem. Se era genovês, português ou espanhol. Se estava a serviço de Portugal ou da Espanha. O certo é que quando ele partiu, não sabia pra onde ia e quando voltou, não soube dizer pra onde foi. Tanto que chamou os nativos de índios, pensando que teria chegado na Índia.
Essa encrenca foi parar justo onde eu fui morar. O lugar onde passa a linha que dividiu o mundo. Tentei me distanciar. Viajei, estudei e cheguei à conclusão que ali é o coração do mundo. Todo mundo sabia que iria dar confusão, deixar esse racha no coração. Veja o desatino, deixar esse acerto para ser resolvido por brasileiros e argentinos?
A definição desta fronteira demorou mais de quatrocentos anos. Desde o Tratado de Tordesilhas em 1494, seguido pelo tratado de Madri (1750), Santo Ildefonso (1777), as correções do tratado de Badajoz (1801), Tratado de Limites (1857), tratado de Montevideo (1890) até o último tratado de Fronteiras, elaborado e redigido por Dionísio Cerqueira, ministro de relações exteriores, e com arbitragem de Stephen Grover Cleveland, presidente dos Estados Unidos. Os dois foram tão importantes que cada um ganhou uma cidade em homenagem: Clevelândia e Dionísio Cerqueira.
A demarcação da fronteira seca, entre as nascentes do Rio Santo Antônio e Peperi, foi em 1903. Nos 25 km de fronteira, pelo divisor de águas, foi orientado por levantamento topográfico e sinalizado por dois marcos principais, feito em pedra, na forma piramidal, com 4,5 metros de altura. Três marcos secundários, de 3 metros de altura e 44 marcos feitos em alvenaria. Registrados em carta elaborada pelo Barrão do Rio Branco, aprovada na 8ª conferência de 06/10/1904. Tão importante que foi homenageada na nota de 1000 cruzeiros, conhecida como 'Um Barão'. O retrato do Barão do Rio Branco de um lado, no reverso o taqueômetro, usando no levantamento topográfico da fronteira seca.
O coração da discórdia estava nesta fronteira seca, marcada pelo divisor de água. Mas a água é sempre o mesmo corpo, mesmo que escorra em direções diferentes, quando se encontra, se une, sugerindo que estamos em um planetinha, que deveria se chamar Planeta Água, e não terra: 70% é água. As águas separadas pelo divisor de águas, nos darão a lição, que não deveríamos nos separar por bandeiras. As águas separadas vão correr pra se unir, logo ali no Rio Paraná.
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