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POLICIAL

Francisco Beltrão: homem é indiciado por tortura e violência contra os próprios filhos

O suspeito permanece preso preventivamente

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Francisco Beltrão: homem é indiciado por tortura e violência contra os próprios filhos
Polícia Civil do Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, nesta segunda-feira, 13 de julho, um homem pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura contra os dois filhos, de 3 e 5 anos, em Francisco Beltrão. O suspeito permanece preso preventivamente.


A investigação teve início após uma ocorrência registrada no dia 5 de julho, quando o homem foi flagrado por câmeras de segurança desferindo um chute no rosto da filha de 3 anos, enquanto estava com as crianças em via pública.



Ao ser ouvido pela Polícia Civil, o investigado admitiu a agressão e afirmou que agiu devido ao choro e aos gritos da menina, alegando, no entanto, não se lembrar completamente do ocorrido. Em razão desse episódio, ele foi indiciado por lesão corporal em contexto de violência doméstica e teve a prisão preventiva decretada.


Durante as investigações, a PCPR identificou outros dois casos de violência envolvendo as mesmas vítimas. Segundo o delegado Ricardo Moraes, no dia 2 de julho, o menino de 5 anos teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira. Fotografias das lesões foram recolhidas e encaminhadas para a elaboração de laudo pericial indireto. O homem também foi indiciado por esse crime.


Além disso, as apurações apontaram que o suspeito submetia os dois filhos a castigos considerados cruéis. Conforme a investigação, as crianças eram obrigadas a ajoelhar sobre tampinhas de garrafa, grãos de milho e feijão como forma de punição.


De acordo com a Polícia Civil, o intenso sofrimento físico e psicológico causado por esses castigos motivou o indiciamento pelo crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/1997.


Os indiciamentos foram fundamentados em avaliações psicológicas realizadas pela rede de proteção, depoimentos de testemunhas e familiares, além das imagens que registraram a agressão do dia 5 de julho.


A Justiça também concedeu medidas protetivas em favor da mãe, das crianças, de familiares e de testemunhas, com o objetivo de garantir a integridade física de todos os envolvidos.


Segundo a Polícia Civil, o investigado não possui antecedentes criminais no Paraná e permanece preso preventivamente enquanto o caso segue à disposição da Justiça.

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