Gustavo Henrique Lara morre durante ritual de "banho de óleo" em escola de aviação
Vítima passou mal após aplicação de substância oleosa durante comemoração e morreu após atendimento médico
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Vítima passou mal após aplicação de substância oleosa durante comemoração e morreu após atendimento médico
O aluno de aviação Gustavo Henrique Lara morreu na tarde de quinta-feira, 16 de julho, após participar de um ritual conhecido como "banho de óleo" em uma escola de aviação de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A Polícia Civil do Paraná autuou em flagrante o homem apontado como responsável pela aplicação da substância, que responderá inicialmente por homicídio culposo.
Segundo as informações apuradas inicialmente pela 4ª Central Regional de Flagrantes de Ponta Grossa, a vítima recebeu a aplicação de uma substância oleosa durante o ritual e, após o procedimento, apresentou um grave comprometimento de saúde.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e encaminharam o homem para atendimento hospitalar. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e médicas, a vítima não resistiu e morreu.
O responsável apontado pela aplicação da substância foi identificado, conduzido à unidade policial e confirmou ter realizado o chamado “banho de óleo”. Diante dos elementos reunidos inicialmente, a Polícia Civil lavrou Auto de Prisão em Flagrante pelo crime, em tese, de homicídio culposo, quando não há intenção de causar a morte.
A investigação ainda está em andamento e deverá esclarecer detalhes como a composição do produto utilizado, a quantidade aplicada, as áreas do corpo atingidas e a existência de relação direta entre o procedimento realizado e o óbito.
Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, além da análise de imagens, documentos e outros materiais relacionados ao evento. Pessoas que estavam presentes no local, incluindo testemunhas e familiares da vítima, também devem prestar depoimento.
Como o crime investigado permite fiança pela autoridade policial, foi estabelecido o valor de R$ 3 mil. Conforme a Polícia Civil, a medida possui caráter processual e não representa antecipação de pena ou definição de responsabilidade definitiva.
O caso continuará sendo apurado pela Polícia Civil, e a conclusão sobre as circunstâncias da morte dependerá dos laudos periciais e das demais diligências realizadas durante a investigação.
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