HUOP aplica polilaminina em paciente com lesão medular
Procedimento experimental foi autorizado pela Anvisa e realizado no último sábado, 21 de fevereiro
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Procedimento experimental foi autorizado pela Anvisa e realizado no último sábado, 21 de fevereiro
O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel/Paraná, realizou no último sábado, 21 de fevereiro, a aplicação da polilaminina em um paciente de 23 anos com trauma raquimedular grave. O uso do medicamento foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do mecanismo de uso compassivo, destinado a situações em que não há alternativas terapêuticas eficazes disponíveis.
O paciente sofreu um acidente recente que resultou em lesão medular torácica e precisou passar por cirurgia de descompressão das vértebras T3 e T4, além do tratamento de ruptura de T3. Após a estabilização clínica, a equipe médica avaliou que ele preenchia os critérios para receber a terapia experimental e solicitou a autorização à Anvisa.
A polilaminina é um produto em desenvolvimento pelo Laboratório Cristália, a partir de pesquisas conduzidas pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A proposta é que a substância atue como matriz biológica capaz de favorecer a reconexão de fibras nervosas lesionadas, criando um ambiente mais propício à regeneração neural. O tratamento ainda está em fase inicial de estudos e não possui aprovação comercial.
Segundo a equipe médica do HUOP, a intervenção precoce é considerada um fator relevante em lesões medulares agudas, pois ocorre antes da formação de fibrose extensa, que pode dificultar a regeneração. O paciente seguirá em acompanhamento clínico rigoroso, com reabilitação multiprofissional, fisioterapia intensiva e avaliações neurológicas periódicas para monitorar possíveis respostas motoras.
A instituição destacou que a aplicação integra assistência, ensino e pesquisa, e ocorre dentro de protocolo científico autorizado. Estudos clínicos de fase 1 com polilaminina para trauma raquimedular agudo foram autorizados pela Anvisa neste ano, e, caso as etapas em desenvolvimento confirmem segurança e eficácia, o medicamento poderá futuramente solicitar registro sanitário para uso clínico.
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