IAT reforça cuidados para a criação de animais silvestres de forma legal
Legislação permite compra, mas impõe exigências para evitar tráfico e irregularidades
Pressione ESC para fechar
Legislação permite compra, mas impõe exigências para evitar tráfico e irregularidades
A compra de animais silvestres é permitida no Paraná, desde que siga uma série de regras estabelecidas por órgãos ambientais. As exigências têm como objetivo garantir o bem-estar das espécies e combater o tráfico ilegal.
De acordo com o Instituto Água e Terra (IAT), a principal regra é que os animais devem ser adquiridos exclusivamente de criadouros ou estabelecimentos licenciados pelo próprio órgão ou pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesses casos, é obrigatória a emissão de nota fiscal, certificado de origem e a identificação do animal, por meio de anilhas ou microchip.
O instituto orienta que os compradores verifiquem a regularidade do vendedor antes da aquisição, podendo consultar o IAT com o nome e o CNPJ do estabelecimento.
Em casos de animais resgatados ou sem documentação, a recomendação é acionar os órgãos ambientais ou realizar a entrega voluntária ao IAT. A legislação prevê que a devolução espontânea não gera punição ao responsável.
Após a aquisição legal, os cuidados com o animal passam a ser responsabilidade do tutor. Segundo o IAT, é fundamental conhecer previamente as características da espécie, respeitando seus hábitos naturais e necessidades específicas.
O ambiente também é um fator determinante. Espaços inadequados podem causar estresse e doenças. Em aves como araras e papagaios, por exemplo, o manejo incorreto pode levar ao comportamento de arrancar as próprias penas, condição conhecida como picacismo.
A alimentação deve ser específica para cada espécie. O fornecimento de alimentos destinados ao consumo humano pode provocar problemas de saúde e alterações comportamentais.
Outro ponto de atenção é o atendimento veterinário. Nem todas as clínicas estão preparadas para tratar animais silvestres, o que pode tornar o cuidado mais especializado e, consequentemente, mais custoso.
O transporte desses animais também exige autorização dos órgãos competentes, além de documentos como a Guia de Trânsito Animal (GTA) e atestado sanitário. O deslocamento deve ser feito em caixas adequadas, garantindo segurança e bem-estar.
O IAT reforça que animais silvestres criados em ambiente doméstico não devem ser soltos na natureza, pois não estão aptos à sobrevivência sem acompanhamento. Nesses casos, o correto é acionar os órgãos ambientais para o encaminhamento adequado.
A população também pode contribuir com a proteção da fauna, denunciando situações de maus-tratos ou atividades ilegais por meio dos canais oficiais do IAT ou pelo Disque Denúncia 181.
Policial
Receba notícias em primeira mão
Fique por dentro de todas as notícias da região!
Entrar Agora