Inflação usada para corrigir salários sobe 4,42% em um ano
Índice medido pelo IBGE é referência para reajustes salariais, benefícios do INSS e seguro-desemprego.
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Índice medido pelo IBGE é referência para reajustes salariais, benefícios do INSS e seguro-desemprego.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais, registrou alta de 0,65% em maio. Com o resultado, o indicador acumula avanço de 4,42% nos últimos 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 12 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os grupos pesquisados, os alimentos apresentaram aumento de 1,33% no mês, enquanto os produtos não alimentícios tiveram alta de 0,43%.
O INPC tem impacto direto na vida dos trabalhadores brasileiros, já que serve de base para negociações salariais e para o reajuste de benefícios como seguro-desemprego, teto do INSS e aposentadorias acima do salário mínimo.
O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Em maio, o indicador ficou em 0,58% e acumula alta de 4,72% em 12 meses.
A principal diferença entre os índices está no público pesquisado. O INPC mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera famílias com renda de até 40 salários mínimos.
Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é acompanhar a variação dos preços da cesta de consumo das famílias assalariadas de menor renda, contribuindo para a preservação do poder de compra dos salários.
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