Leitura desde o nascimento fortalece aprendizagem
Hábito estimula imaginação, linguagem, empatia e prepara crianças para os desafios da vida
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Hábito estimula imaginação, linguagem, empatia e prepara crianças para os desafios da vida
Incentivar a leitura desde o nascimento é um investimento direto no desenvolvimento humano. Muito antes de a criança aprender a ler sozinha, o contato com livros, histórias e a escuta atenta de quem lê em voz alta já desperta curiosidade, cria vínculos afetivos e estimula habilidades essenciais para a aprendizagem ao longo da vida.
Histórias, contos, aventuras e narrativas do cotidiano abrem portas para o conhecimento de forma leve e envolvente. Ao ouvir ou folhear um livro, a criança começa a compreender o mundo, a reconhecer emoções e a construir significado para aquilo que vive e observa. É nesse processo que nascem leitores interessados, estudantes participativos e pessoas mais críticas.
A leitura tem um papel único no desenvolvimento da imaginação. Diferente das telas, que entregam tudo pronto, o livro convida quem lê a criar cenários, vozes, sentimentos e imagens próprias. Esse exercício constante fortalece a criatividade, amplia o vocabulário e melhora a capacidade de expressão oral e escrita.
No dia a dia, crianças e adolescentes que leem com frequência demonstram mais facilidade de concentração, raciocínio e interpretação. Ler ensina a pensar, a questionar e a refletir. Também contribui para o desenvolvimento da empatia, já que, ao acompanhar uma história, o leitor aprende a se colocar no lugar do outro e a compreender diferentes realidades.
Quando o hábito da leitura se torna prazeroso, o aprendizado acontece de forma natural. Como destaca Ziraldo, uma criança que lê com gosto utiliza mais do que os cinco sentidos para enfrentar a vida: ela aprende a observar, analisar e fazer escolhas com mais consciência.
No ambiente escolar, a leitura conecta disciplinas e amplia possibilidades. Um livro pode unir Língua Portuguesa, História, Geografia e até Matemática, além de inspirar projetos criativos como apresentações, peças de teatro, vídeos e podcasts. Para que esse caminho seja eficaz, é essencial respeitar a faixa etária e o nível de compreensão de cada aluno. Interesse e entendimento caminham juntos.
Fora da escola, o papel da família é decisivo. Crianças observam os adultos e aprendem com o exemplo. Quando a leitura faz parte da rotina familiar, ela deixa de ser obrigação e passa a ser prazer. Momentos de leitura compartilhada, conversas sobre histórias e livros ao alcance das mãos fortalecem esse vínculo.
Em um cenário marcado pelo uso intenso de telas, especialistas alertam para a queda no hábito da leitura entre jovens. Vídeos e conteúdos digitais têm seu espaço, mas não substituem os benefícios que a leitura oferece ao pensamento, à imaginação e à formação crítica.
Nem toda criança vai se apaixonar pelos livros de imediato, e isso faz parte do processo. O incentivo diário, o acompanhamento e o envolvimento tornam a leitura mais próxima e acessível. Quando o livro encontra espaço na rotina, ele deixa de ser apenas papel e se transforma em descoberta, aprendizado e possibilidade.
Estimular a leitura desde cedo é plantar conhecimento, sensibilidade e consciência. É preparar crianças e adolescentes não apenas para a escola, mas para a vida.
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