Menu

Idioma
JORNAL DIGITAL
Informações
Quinta-feira, 05 de Março de 2026
Visitantes Total
14.680.264
Hoje
15.490
Cotações
Dólar
R$ --
Euro
R$ --
Peso ARG
R$ --
Farmácia de Plantão

AC Farma - 28/02 a 08/03 - Fone (46) 9 9119 - 5510

Redes Sociais
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
GERAL

Maior imagem já obtida revela química complexa no centro da Via Láctea

Observação inédita mostra filamentos de gás e moléculas raras próximos ao buraco negro da galáxia

Compartilhar
Maior imagem já obtida revela química complexa no centro da Via Láctea
ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S

Astrônomos divulgaram a maior imagem já obtida da região central da Via Láctea, revelando uma complexa rede de filamentos de gás cósmico e uma rica diversidade química próxima ao buraco negro supermassivo localizado no coração da galáxia. O registro foi obtido com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), um dos mais avançados observatórios do mundo.


A nova imagem apresenta detalhes sem precedentes da chamada Zona Molecular Central, região que concentra grandes quantidades de gás frio e poeira, matéria-prima essencial para a formação de estrelas. O mosaico obtido pelos cientistas cobre uma área superior a 650 anos-luz e revela desde grandes estruturas gasosas até pequenas nuvens ao redor de estrelas individuais.


De acordo com o astrônomo Ashley Barnes, do Observatório Europeu do Sul (ESO), trata-se de um ambiente extremo que normalmente é invisível a olho nu. Com os novos dados, os pesquisadores podem estudar com mais profundidade o gás frio que alimenta o nascimento de estrelas próximas ao centro galáctico.


As observações fazem parte do projeto ACES, que investigou o gás molecular frio na região e identificou dezenas de moléculas diferentes. Entre elas estão substâncias simples, como monóxido de silício, e compostos mais complexos, como metanol, acetona e etanol, indicando uma química altamente diversa no centro da galáxia.


Segundo o líder do projeto, Steve Longmore, a região abriga algumas das estrelas mais massivas da Via Láctea. Muitas delas têm ciclos de vida curtos e terminam em poderosas explosões de supernova ou até hipernova, fenômenos capazes de influenciar diretamente o nascimento de novas estrelas.


Os cientistas acreditam que estudar esse ambiente extremo também pode ajudar a compreender como as galáxias se formaram e evoluíram no início do Universo. A Zona Molecular Central apresenta características semelhantes às galáxias primitivas, onde estrelas surgiam em condições caóticas e altamente energéticas.


Para formar a imagem, o ALMA reuniu centenas de observações individuais, criando um grande mosaico equivalente, no céu, ao tamanho de três luas cheias lado a lado. A riqueza de detalhes surpreendeu até mesmo os pesquisadores envolvidos no estudo.


Os dados da pesquisa foram apresentados em cinco artigos científicos publicados na revista especializada Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Novas atualizações tecnológicas do ALMA e a futura operação do Extremely Large Telescope deverão permitir observações ainda mais detalhadas dessa região nos próximos anos.


O projeto contou com a participação de mais de 160 cientistas de mais de 70 instituições ao redor do mundo, reunindo especialistas da Europa, América do Norte e do Sul, Ásia e Austrália em uma das maiores colaborações internacionais já realizadas para estudar o centro da nossa galáxia.


Mais Notícias

  • Banner