O QUE VI HOJE NA RUA ME LEVOU DE VOLTA A UMA MADRUGADA QUE NUNCA ESQUECI (Reflexões sobre vida e decisão)
São 5 horas da manhã deste sábado, 25 de abril de 2026. Estou aqui no escritório escrevendo a crônica de hoje e resolvi fazer algo diferente: praticamente duas crônicas em uma só. A primeira nasce de uma situação real que presenciei nesta madrugada, misturada a uma lembrança forte do meu passado. A segunda vem de um insight que tive na última quarta-feira, dia 22, durante uma caminhada, ouvindo um conteúdo que mexeu comigo e me fez refletir sobre trabalho, futuro, disciplina e mudança de vida.
O que vi hoje cedo na rua
Antes de chegar à sede do Portal Mídia Sudoeste, parei para abastecer o carro. No caminho, encontrei pelo menos dez jovens, meninos e meninas de no máximo 16 anos, circulando sozinhos àquela hora da madrugada. Na hora, as perguntas vieram automáticas: o que estariam fazendo ali? Será que avisaram os pais? Será que os pais sabem onde seus filhos estão? Será que alguém está preocupado, esperando em casa?
Não escrevo isso para julgar ninguém. Também sou pai. Sei que criar filhos não é simples e que a vida real é bem diferente das teorias bonitas. Não sei, inclusive, o que ainda vou enfrentar dentro da minha própria casa. Mas aquela cena me arremessou para uma madrugada que nunca esqueci. Eu tinha uns 14 ou 15 anos e estava com amigos na Avenida Brasil, aqui em Santo Antonio do Sudoeste, por volta das duas da manhã. De repente, minha mãe apareceu. Quando a vi chegando, saí do meio dos amigos na mesma hora. Ela me chamou. Ela me repontou, eu fui na frente e ela veio atrás, quieta, firme. Sem precisar dizer nada, a presença dela já me dizia tudo. Eu sabia que a situação tinha mudado rsrs e que o bicho ia pegar para o meu lado.
Não recordo se ela já estava com a cinta na mão lá na rua ou se a pegou ao chegarmos em casa, mas lembro perfeitamente que a cinta me pegou. Conto isso exatamente como aconteceu. Não estou incentivando pai nenhum a bater em filho, não é esse o ponto. O ponto é que pais precisam impor limites. Precisam acompanhar. Precisam saber onde os filhos estão e corrigir quando necessário. Precisam estar presentes. Depois daquela noite, pergunte-se: voltei a ir para a rua tarde sem avisar? Será que a minha mãe precisou ir me buscar mais alguma vez na rua? Essa lembrança me ensina até hoje que o amor também corrige, também acompanha e também impõe limites. Cada casa carrega lutas que ninguém vê, mas fica a reflexão para mim e para você: os seus filhos sabem que você se importa ou a criação foi entregue à rua, ao celular e à internet?
Sonhar pequeno ou sonhar grande dá o mesmo trabalho
Na última quarta-feira, dia 22, às 19h33, durante uma caminhada, ouvi um conteúdo do Evandro Guedes no YouTube. O tema era direto: você já decidiu mudar de vida em 2026? Tudo depende de você. Em determinado momento, ele soltou algo que ficou no meu coração: sonhar pequeno ou sonhar grande dá o mesmo trabalho.
Se você está lendo isso agora e pensando: "Ah, Júnior, então você está escrevendo essa crônica e dizendo que está tudo fácil, tudo legal...", pare por aí. Não está nada fácil e nada legal. A situação do país não está bem, a situação mundial está complicada e existem obstáculos reais no seu caminho, no meu e no de todos que estão lendo. A verdade é que tudo depende da nossa atitude. Não importa se você é empresário, funcionário ou autônomo; você precisa criar as suas oportunidades. Aonde você estiver, precisa ser o melhor e fazer o melhor, porque o mercado só vai absorver e dar chance para os melhores. Para os mais dedicados. Para aqueles que se propõem a fazer diferente dos iguais.
Acordar cedo dá trabalho. Persistir dá trabalho. Recomeçar, estudar, trabalhar cansado, empreender, mudar de vida... tudo exige esforço. Então, se o esforço existe de qualquer forma, por que tanta gente insiste em usar sua energia para construir uma vida pequena? Muitos escolhem metas curtas e chamam isso de prudência. Em muitos casos, é apenas medo disfarçado. Medo de crescer, medo de tentar algo maior, medo de errar, medo da crítica, medo de descobrir o próprio potencial.
Existe uma máxima: o melhor empreendedor sempre foi o melhor funcionário. Claro, toda regra tem exceção, mas essa verdade se confirma na maioria dos casos. Quem não entrega excelência onde está, dificilmente sustentará algo grande quando estiver por conta própria. A verdade é simples: pensar pequeno não protege ninguém. Não protege dos boletos, da frustração, do tempo passando ou do arrependimento. Se vai lutar, lute por algo grande. Se vai cansar, canse por algo que valha a pena. Se vai começar, comece de verdade.
A grande verdade de 2026
O fato é que 2026 já começou. O Carnaval já terminou, as festas passaram e o tempo está correndo. Se você continuar dando desculpinha, daqui a pouco vai dizer que ainda tem a Copa do Mundo. Depois dirá que ainda tem eleição. Depois dirá que espera janeiro para recomeçar. Quando perceber, será dezembro de 2026 e você não terá feito absolutamente nada.
Este é o ano da distração. Vai ter festa, barulho, notícia a toda hora, Copa, eleição, polêmica e muita gente perdendo tempo com tudo isso. Se você não se concentrar, não vai construir nada. Isso serve para você, para mim, para o empreendedor e para o funcionário. Quem não dominar a própria atenção este ano vai entregar o tempo inteiro para as distrações.
Para encerrar, escrevendo esta crônica às 5 da manhã, penso que a grande mudança não depende de sorte, herança ou milagre. Depende de decisão. Decidir cuidar da família, assumir responsabilidades, trabalhar de verdade, estudar, sonhar maior e parar de se sabotar. 2026 começou para quem decidiu. No fim, a pergunta continua: você vai continuar pensando em mudar de vida ou finalmente vai decidir mudar? Pensar alivia, falar impressiona, mas decidir transforma.
Se esta crônica, que hoje trouxe duas reflexões em uma só, fez sentido para você, compartilhe. Se concorda, comente. Se discorde, critique. Se te fez pensar, a escrita desta madrugada já valeu. Porque mensagem boa não nasceu para ficar parada.
Junior Vieira
Crônica da série Diferente dos Iguais
