Ministério da Saúde amplia prevenção contra clamídia e sífilis no SUS
Uso da doxiciclina após relação desprotegida passa a integrar política pública de saúde
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Uso da doxiciclina após relação desprotegida passa a integrar política pública de saúde
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova estratégia de prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis no Sistema Único de Saúde. A medida amplia o uso do antibiótico doxiciclina 100 mg para prevenir casos de clamídia e sífilis no país.
A estratégia, chamada de Profilaxia Pós-Exposição com doxiciclina (DoxiPEP), consiste no uso de dois comprimidos do medicamento após relações sexuais desprotegidas. A proposta busca reduzir a incidência de novas infecções bacterianas, principalmente a sífilis adquirida, considerada atualmente um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
A incorporação da medida foi avaliada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), tornando-se a primeira estratégia de prevenção oral pós-exposição sexual para essas doenças disponível no Sistema Único de Saúde.
Inicialmente, o tratamento será destinado a grupos com maior vulnerabilidade às infecções, incluindo homens cisgênero gays, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que tiveram diagnóstico de infecção sexualmente transmissível nos últimos 12 meses.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, destacou que a escolha do público inicial foi baseada em evidências científicas que comprovam a eficácia, efetividade e segurança da estratégia.
Segundo ela, a decisão reforça o compromisso do governo em incorporar tecnologias com impacto comprovado para a saúde pública.
“Essa decisão reflete o compromisso do Governo do Brasil em incorporar tecnologias que tenham eficácia, segurança e impacto comprovados. A DoxiPEP é uma estratégia respaldada por evidências científicas e que pode contribuir para reduzir a incidência de ISTs no país. Nosso objetivo é garantir que as políticas públicas de saúde sejam cada vez mais orientadas para garantir o cuidado qualificado ao paciente do SUS”, afirmou.
Para ampliar o acesso à estratégia, o Ministério da Saúde também está apoiando estudos nacionais para avaliar a eficácia da profilaxia em mulheres cisgênero e homens transgênero.
A oferta do medicamento será implementada no SUS após etapas administrativas que envolvem União, estados e municípios, incluindo a pactuação do financiamento na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
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