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GERAL

Sabia que esta é a geração que menos faz SEXO?

O mundo está com facilidades, está abundante, prático, e isso era para facilitar. Mas se não tiver um elemento de consciência, piora. Se você não tiver critério, limite e regra, o resultado é desastroso.

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Sabia que esta é a geração que menos faz SEXO?
Junior Vieira

Sabia que esta é a geração que menos faz SEXO?


Este é mais um daqueles ensinamentos que eu colho em minhas caminhadas. Eu ando, eu escuto, eu filtro. Aprendo com esses microconteúdos que conectam os pontos da nossa realidade e a percepção de hoje atravessou a minha pele como uma verdade crua. A afirmação da Dra. Andréia Vermont me bateu tão forte que fez com que eu escrevesse este artigo: a geração atual está perdendo o desejo. E, segundo a psicanálise, quando o desejo diminui, algo muito mais profundo começa a acontecer. Você baixa a pulsão de vida e aumenta a pulsão de morte. Olha o problema.


Para que eu pudesse trazer essa psicanálise que as pessoas estão gostando tanto, eu precisei considerar muito Freud, Lacan, Winnicott e Klein. Não dá para rasgar tudo e falar vou começar uma nova. Sabe qual é o problema da nossa geração? Nós olhamos para os nossos pais e dissemos: Tudo o que eles fizeram foi horroroso. Decidimos fazer totalmente diferente. Parabéns, fizemos mesmo, só que deu tudo errado. Nossos pais criaram uma geração bem traumatizada, sim, mas criaram uma geração viável. A gente tem afeto, beijo, carinhos, conselhos, mas eles permitiram que continuasse existindo em nós o desejo. A gente quis tirar carteira, quis sair de casa, quis comprar carro, quis casar e ter filho.


O que acontece com essa geração atual? Falta desejo. E esse desejo não permeia só a questão sexual; aliás, ele vai bem além disso. Libido não é só sobre sexo. Libido é tudo na vida. É o literal tesão. Tesão por acordar cedo, ganhar dinheiro, querer um carro bom, viajar, conhecer lugares e comer uma comida boa. Freud diz que quando o princípio do desejo diminui, você começa a morrer. Esta é a geração que menos faz sexo porque, até com isso, eles estão desinteressados. O desejo permeia todas as áreas da nossa vida.


Mas por que eles não têm desejo? Porque a gente não deixa eles desejarem. Seu filho tem uma cama de casal desde os oito anos, um ar condicionado no talo, um celular de última geração com iFood. Ele vai desejar o quê? O que gera o desejo é a falta. Se não existe falta, não existe desejo. Se não existe desejo, não tem pulsão. Se não tem pulsão, não tem vida. O mundo está com facilidades, está abundante, prático, e isso era para facilitar. Mas se não tiver um elemento de consciência, piora. Se você não tiver critério, limite e regra, o resultado é desastroso.


Eu me lembro de uma cena que me chocou em 2024, quando fomos passar férias em Punta Cana. No café da manhã, passei por uma mesa e vi uma criança com um tablet e uma bebezinha de, no máximo, 10 meses com um celular na frente dela. Olhei para a Larissa e disse: Eu vou ficar muito pé da vida comigo se eu deixar isso acontecer com meus filhos. Comecei a olhar todas as mesas e era o mesmo padrão: tablet, celular, tablet, celular. Tinha uma mesa onde o pai parecia estar trabalhando no telefone enquanto o menino pegava balinhas, uma por uma, e empilhava na mesa. Tinha umas 50 balinhas ali e o pai não via. Bati uma foto daquela mesa com balas. O símbolo da ausência.


Ali, tomei uma decisão irreversível com a Larissa: não tem celular na mesa. Não é nem eles, nem a gente. No café, no almoço e na janta, os meninos criam conversa, a gente conversa. Foi difícil no primeiro dia, no segundo dia, porque estávamos viciados, mas recuperamos o convivio. O tablet e o celular são a facilidade, mas o custo é alto demais.


A Dra. Andréia diferencia a mente do cérebro. Inclusive, essa foi a tese de doutorado dela. Ela fala de um novo diagnóstico: o TPP, Transtorno de Pais Preguiçosos. Criar filho dá um trabalho tremendo. Até os sete anos a luta deles é insana para morrer. Sobem em coisas, batem a cabeça, testam todos os limites. Dos 7 aos 14 é aquele fragelo que o dente cai e o braço fica grande. Dos 14 para frente, você fica chato para caramba. Ou seja, criar filho é complexo, chato e trabalhoso. E se você é preguiçoso, atualmente tem recurso.


É muito mais fácil ligar a televisão do que ter que ouvir sua filha contar o que aconteceu na faculdade às três da manhã. O recurso tecnológico serve para justificar a nossa preguiça de lidar com as histórias deles. Deveria existir teste de aptidão para ser pai e mãe. É insano. Você tem que tirar da fralda, ensinar a andar, alfabetizar, pôr aparelho, ensinar a nadar, pôr na faculdade. A preguiça vem de quando não queremos lidar com esse desgaste. Mas lembrem-se: se você facilita tudo, você tira o direito deles de serem vivos.


Coloco-me neste aprendizado também. Isso é para você e para mim. São pérolas que aprendo todos os dias e faço questão de compartilhar. Aprendam com esse conteúdo: onde não há falta, não há vida. Deixo aqui o vídeo original desta conversa entre Joel Jota e Andréia Vermont para que você possa ouvir, assistir e tirar as suas próprias conclusões.


Desafio você a enviar este conteúdo para um grupo seu de WhatsApp. Vamos espalhar essa reflexão.


É assim que eu penso, por Junior Aurélio Vieira de Oliveira


Comunicador, Escritor e Palestrante



O Gemini disse


 




Convido você que leu minha crônica a assistir este recorte:


14.547 visualizações • 5 de mar. de 2026 #andreavermont #Psicologia #ComportamentoHumano


A Dra. Andréa Vermont alerta: a geração atual está perdendo o desejo. Segundo Freud, sem desejo, a pulsão de vida enfraquece e a de morte cresce. Ela conecta isso ao excesso de facilidades e à tecnologia constante. Se tudo está disponível, o que ainda gera vontade?


Increva-se no Narrativa Exposta para mais reflexões. Créditos: @JoelJota





 

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