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GERAL

O papel da crítica quando a narrativa tenta decidir por você

No mínimo, é estranho para qualquer jornalismo que se diga ético quando você abre um conteúdo e só encontra dois extremos: ou tudo é elogio, ou tudo é ataque. Em vez de informação, parece torcida.

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O papel da crítica quando a narrativa tenta decidir por você
Junior Vieira

O papel da crítica quando a narrativa tenta decidir por você


No mínimo, é estranho para qualquer jornalismo que se diga ético quando você abre um conteúdo e só encontra dois extremos: ou tudo é elogio, ou tudo é ataque. Em vez de informação, parece torcida.



E é aqui que eu te convido a se colocar, do jeito mais simples possível, exatamente onde você estiver lendo esta coluna. Porque isso não é sobre fulano ou ciclano. É sobre nós. Sobre o que a gente consome, aceita e repete como verdade sem perceber o que está sendo empurrado junto.


Repara nas redes sociais, nos portais, nas rádios, na TV, na internet. Você entra e, em poucos minutos, já dá para sentir o clima. Tem lugar em que uma liderança é sempre impecável, como se nada pudesse ser questionado. E tem lugar em que a outra é sempre culpada, como se nada pudesse ser reconhecido. Quando não existe nuance, quando não existe dúvida, quando não existe contraditório, a ética começa a ficar frágil.


Jornalismo ético não é escolher um lado antes de apurar. Não é usar a notícia como arma, nem como palanque. Jornalismo ético é responsabilidade. É ouvir versões, buscar contexto, separar fato de opinião, mostrar o que se sabe e também o que ainda não se sabe. É respeitar o público e tratar as pessoas como capazes de pensar, não como massa para ser conduzida.


Porque quase tudo tem camadas. Existe o que a gente vê. Existe o que querem que a gente veja, montado por recortes, repetição, emoção e linguagem. E existe o fato concreto, que costuma ser menos confortável para quem tenta controlar a narrativa, mas é o que realmente importa.


Ser crítico não é ser do contra. Ser crítico é ser justo. É desconfiar do conteúdo que só confirma aquilo que você já sente. É entender que uma história bem contada pode convencer mesmo quando está incompleta. É fazer perguntas antes de compartilhar. É procurar a informação inteira, não só o pedaço mais conveniente.


E vale deixar claro: isso não é defesa nem ataque a ninguém. É um convite para você pensar com responsabilidade antes de tomar partido. Porque a verdadeira liberdade de opinião só existe quando a gente não terceiriza o pensamento.


No fim, o que nos protege do efeito manada não é gritar mais alto. É enxergar melhor.


É ASSIM QUE EU PENSO


Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira


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