Ocepar reforça parceria com a Copel para acompanhar expansão do agronegócio
Atualmente, o sistema cooperativista paranaense reúne 255 cooperativas
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Atualmente, o sistema cooperativista paranaense reúne 255 cooperativas
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) reforçou a parceria com a Copel para acompanhar a expansão do agronegócio e da agroindustrialização no Estado. O tema foi discutido na última quinta-feira, 24 de setembro, em Curitiba, durante encontro do presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, com diretores e superintendentes da companhia.
As cooperativas paranaenses projetam elevar o faturamento de aproximadamente R$ 250 bilhões para R$ 500 bilhões até 2032. Segundo Ricken, para sustentar esse crescimento serão necessários avanços em áreas como logística, conectividade e infraestrutura energética.
A aproximação entre Ocepar e Copel já resultou em iniciativas como o Copel Agro, fóruns regionais de discussão e ações voltadas ao fortalecimento da rede elétrica em regiões de forte atividade produtiva. Entre os próximos desafios está a ampliação do acesso à rede trifásica e o atendimento à demanda gerada por novos investimentos no interior do Paraná.
O presidente da Copel, Daniel Slaviero, destacou que acompanhar as necessidades do agronegócio contribui para o planejamento da infraestrutura da companhia. Segundo ele, o cooperativismo representa uma das principais forças econômicas do Estado e está presente em diferentes regiões.
Atualmente, o sistema cooperativista paranaense reúne 255 cooperativas. Elas respondem por cerca de 65% da produção de grãos e 45% da produção de carnes e lácteos do Paraná.
Outro ponto destacado durante o encontro foi o avanço da agroindustrialização. Atualmente, quase metade do faturamento das cooperativas agropecuárias é gerado por mais de 161 agroindústrias instaladas no Estado, ampliando a agregação de valor à produção e movimentando as economias regionais.
O crescimento também deve aumentar a demanda por energia. As 20 cooperativas mais agroindustrializadas do Paraná consomem atualmente cerca de 2,3 mil GWh por ano, volume que, segundo as projeções apresentadas pela Ocepar, deve crescer aproximadamente 33% até 2032.
Para Ricken, o fornecimento de energia de qualidade será um dos fatores necessários para acompanhar a expansão da produção e dos investimentos no campo e na agroindústria. A Ocepar defende a continuidade do diálogo com a Copel para buscar soluções voltadas às novas demandas do setor.