Operação da PCPR prende 23 pessoas suspeitas de caça ilegal de animais silvestres e comércio de armas
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira, 16 de junho, uma operação de grande porte para combater a caça ilegal de animais silvestres e o comércio irregular de armas de fogo. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.
Ao todo, estão sendo cumpridos 63 mandados judiciais, sendo 31 mandados de prisão e 32 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de desarticular grupos envolvidos nas práticas investigadas.
A operação mobiliza mais de 150 policiais e conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCP), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Água e Terra (IAT).
No Paraná, os mandados são cumpridos nos municípios de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia. A ação também ocorre nas cidades de Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí, em Santa Catarina, além de Canarana, no Mato Grosso.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em julho de 2025 após o recebimento de uma denúncia anônima sobre a comercialização de armas de fogo por meio de um grupo em aplicativo de mensagens.
Durante as apurações, os investigadores identificaram que, além da venda de armas e munições, o grupo era utilizado para compartilhar imagens e vídeos relacionados à caça ilegal de animais silvestres.
Segundo o delegado da PCPR, Guilherme Dias, a partir das informações obtidas foi possível identificar os integrantes do grupo e reunir elementos que fundamentaram os pedidos de prisão e busca, posteriormente autorizados pelo Poder Judiciário.
A operação tem como objetivo interromper o comércio ilegal de armamentos, apreender materiais utilizados nos crimes e coibir a prática da caça ilegal, considerada uma ameaça à fauna e à preservação ambiental.
As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades.
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