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GERAL

Paraná lidera ranking nacional de implantes de correção auditiva

Mais de 650 cirurgias foram realizadas na rede pública entre 2019 e 2025 com investimento superior a R$ 41,7 milhões

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Paraná lidera ranking nacional de implantes de correção auditiva
SESA

O Paraná se consolidou como a principal referência do Brasil em procedimentos de implante coclear realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, o Estado saiu das últimas posições do ranking nacional e alcançou o primeiro lugar em número de implantes por milhão de habitantes.


Em 2016, o Paraná registrava 2,1 implantes por milhão de habitantes, ficando à frente apenas do Ceará, que tinha 1,36. Atualmente, o índice chegou a 18 implantes por milhão de habitantes, superando o Rio Grande do Norte, que anteriormente liderava o ranking nacional.


Entre 2019 e 2025, foram realizados 651 implantes cocleares na rede pública de saúde do Estado. Todo o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, com recursos repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que somam mais de R$ 41,7 milhões nesse período.



De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o avanço está ligado ao fortalecimento da Linha de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência. Segundo ele, o programa atua na prevenção de agravos, na proteção da saúde e na reabilitação da capacidade funcional das pessoas com deficiência.


O implante coclear, conhecido popularmente como “ouvido biônico”, é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia implantado por meio de cirurgia. Diferente dos aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam o som, o implante estimula diretamente o nervo auditivo.


O equipamento possui duas partes. Uma interna, implantada cirurgicamente dentro da cóclea, estrutura responsável pela audição, e outra externa, posicionada atrás da cabeça, que capta os sons do ambiente por meio de um processador. As duas partes são conectadas por um ímã.


O procedimento é indicado para adultos com perda auditiva severa e também para crianças com surdez congênita. O implante pode ser realizado em pacientes desde os seis meses de idade até idosos acima de 90 anos, desde que apresentem condições clínicas adequadas.


Apesar da complexidade técnica da cirurgia, considerada delicada devido ao espaço reduzido na região do ouvido, o procedimento apresenta baixo risco clínico. Antes da realização do implante, o paciente passa por avaliações médicas, exames específicos e análise de profissionais como otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e psicólogos.


A ativação do dispositivo ocorre cerca de 30 dias após a cirurgia. A partir desse momento, o paciente inicia um processo de adaptação e reabilitação, com acompanhamento médico e sessões de fonoaudiologia para que o cérebro aprenda a interpretar os sinais elétricos enviados pelo implante.


Segundo especialistas, a porta de entrada para o tratamento é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Após avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para centros especializados.


Na rede particular, o valor de um implante coclear pode variar entre R$ 65 mil e R$ 170 mil, o que reforça a importância da oferta do procedimento pelo SUS.


Especialistas também destacam que muitas pessoas ainda desconhecem essa alternativa de tratamento. Estudos indicam que apenas cerca de 5% das pessoas que poderiam se beneficiar de tecnologias auditivas implantáveis utilizam o recurso atualmente.


Com a ampliação dos serviços e o apoio da Secretaria de Estado da Saúde, o número de implantes vem crescendo de forma significativa no Paraná. Enquanto há oito anos eram realizados cerca de 30 procedimentos por ano, atualmente a média é de aproximadamente 30 implantes a cada dois meses na rede pública estadual.


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