Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés
Espécie é considerada extinta na cidade do Rio de Janeiro
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Espécie é considerada extinta na cidade do Rio de Janeiro
A araras-canindés voltaram a sobrevoar a cidade do Rio de Janeiro após a realização da primeira soltura da espécie na capital fluminense, onde era considerada extinta. A ação ocorreu no início de janeiro e marcou um passo importante para a recuperação da fauna silvestre na região.
A soltura foi realizada pela organização Refauna, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Parque Nacional da Tijuca. Três fêmeas da espécie foram reintroduzidas no ambiente natural após passarem por um processo de reabilitação e aclimatação. As aves vieram do Parque Três Pescadores, em Aparecida (SP), onde funciona um centro de acolhimento de animais silvestres não domesticados.
Uma quarta arara, um macho, também fazia parte do grupo, mas não pôde ser solta devido à recuperação de um problema de saúde. O animal segue sob cuidados especializados e deverá integrar um novo grupo previsto para chegar ao parque nos próximos meses. A expectativa é que novas solturas ocorram ainda em 2026, após o período de adaptação.
As araras passaram cerca de sete meses em aclimatação, período em que foram preparadas para o retorno à vida livre, com treinos de voo, adaptação alimentar e redução do contato humano. Após a soltura, os animais seguem sendo monitorados por biólogos, com o uso de anilhas, microchips e identificação visual.
O acompanhamento também conta com a participação da população, por meio de registros e informações enviadas aos pesquisadores, prática conhecida como Ciência Cidadã. O objetivo é garantir a segurança das aves e avaliar sua adaptação ao novo ambiente.
A reintrodução das araras-canindés integra um conjunto de ações de restauração ecológica desenvolvidas no Parque Nacional da Tijuca desde 2010. A presença dessas aves é considerada estratégica para a manutenção do ecossistema, especialmente pela função de dispersão de sementes, essencial para a regeneração da Mata Atlântica.
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