PCPR deflagra operação contra tráfico e lavagem de dinheiro no Paraná
Operação conta com apoio da Força Nacional e da Guarda Municipal de Paranaguá
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Operação conta com apoio da Força Nacional e da Guarda Municipal de Paranaguá
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, uma operação para desarticular um grupo criminoso suspeito de atuar com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A operação já foi concluída e resultou na prisão de cinco pessoas.
A ação foi realizada em Paranaguá, no Litoral do Paraná, e Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Inicialmente, foram expedidas três ordens de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão.
A operação contou com apoio operacional da Força Nacional e da Guarda Municipal de Paranaguá. Segundo a PCPR, o objetivo foi interromper as atividades criminosas e descapitalizar a organização.
A investigação teve início a partir da apuração de um homicídio ocorrido em dezembro de 2025, em Paranaguá. Durante os levantamentos, os policiais identificaram indícios da existência de uma estrutura estável e hierarquizada voltada ao tráfico de drogas na região portuária.
Conforme as investigações, o grupo seria chefiado por um morador de Paranaguá. Segundo o delegado da PCPR Bruno Rocha, o investigado movimentou aproximadamente R$ 300 mil durante poucos meses de 2025, quantia considerada incompatível com sua renda conhecida.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque São João como fachada. O local funcionava aparentemente como bar e distribuidora de bebidas, mas seria utilizado para administrar a venda de drogas e o recolhimento dos valores obtidos com a atividade criminosa.
A investigação também apontou que a organização contava com fornecedores de drogas em cidades da Região Metropolitana de Curitiba. Eles seriam responsáveis pelo envio de carregamentos de entorpecentes para abastecer pontos de venda no Litoral.
A estrutura criminosa também envolveria familiares e parceiros do suposto líder, que auxiliariam na logística de transporte e na ocultação de patrimônio. Segundo a PCPR, contas bancárias de terceiros eram utilizadas para movimentar e ocultar valores provenientes do tráfico.
Com a operação concluída, os materiais apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais serão analisados pela Polícia Civil. A partir dos elementos encontrados, a PCPR pretende aprofundar as investigações para identificar novos integrantes e possíveis ramificações da organização criminosa.