Inusitado e bem acabado, para coroar um ano muito bom.
Réveillon em Gijon
O propósito de desta viagem era conhecer lugares, cidades e a paisagem. O trajeto é longo para o tempo previsto, existe muita coisa linda e muitas histórias pra conferir, curiosidades para descobrir e a vocação de estradeiro para respeitar. Mas Bilbao foi uma cidade difícil de deixar. Saímos já no começo da tarde, cruzando quase todas as cidades da costa e parando para visitas e praias lindas, difícil de deixar sem ver.
Na Cantábria, uma província fascinante, passamos por várias praias com ondas adequadas ao surf. Laredo, praia de Berria, Santona e Noja, e seguimos na correria pra chegar no farol Cabo Mayor em Santander, para chegar atrasado e não ver o último por-do-sol de 2024, no mar Cantábrico, mesmo assim a vista maravilhosa do entardecer, valeu a corrida.
De lá pegamos a estrada embalada pela Infinita Highway, cantada pelos Engenheiros do Hawaii, muito nostálgico, mas quase uma heresia na terra do flamenco, mudamos para Paco de Lucía. A intenção era chegar a Gijon, se instalar para comemorar o revelhon. Um observação pertinente: os espaços públicos para estacionar, são muito bem organizado, por toda a Espanha, mas é quase mais fácil acertar a mega da virada, que encontrar vaga.
A hospedagem foi fácil. Estava reservada. Mas quem disse que encontraríamos alguma coisa para comer. Nem restaurante, mercado, panificadora... nem se quer cachorro quente. Cuba-libre com fome deixou a festa mais divertida, mas a comida no primeiro almoço do ano, na Astúrias, terra que se identifica com sidra, um almoço com excelente comida, regado a Sidra Trabanco, a mais popular e que completa o seu centenário em 2025, foi excepcional. Começamos bem.