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GERAL

Setor leiteiro apresenta plano para ampliar exportação de lácteos

Proposta busca aumentar competitividade e reduzir dependência do mercado interno

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Setor leiteiro apresenta plano para ampliar exportação de lácteos
Mídia Sudoeste

Entidades que integram a Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) apresentaram, no dia 3 de março, em Curitiba, um Plano de Incentivos à Exportação de Lácteos. A proposta pretende estruturar a capacidade exportadora da região Sul do Brasil, ampliar a presença no mercado internacional e reduzir a vulnerabilidade do setor às oscilações do mercado interno.


A Aliança Láctea Sul Brasileira funciona como um fórum público-privado voltado à integração do ambiente produtivo, industrial e comercial dos estados do Sul, com o objetivo de consolidar a região como fornecedora de leite e derivados com padrões de qualidade para os mercados interno e externo.


Atualmente, as exportações de lácteos representam apenas 0,34% da produção nacional, enquanto cerca de 8% do leite consumido no país é importado de países do Mercosul, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário reforça a dependência do mercado interno e indica a necessidade de ampliar os destinos de comercialização para dar maior estabilidade ao setor.


O plano prevê estruturar e consolidar a capacidade exportadora da cadeia láctea da região Sul até 2030. Entre as ações previstas estão a formação de polos produtivos, investimentos industriais, melhoria da competitividade e estratégias de acesso a novos mercados.


Segundo representantes da iniciativa, os estados do Sul respondem atualmente por cerca de 43% da produção brasileira de leite, o que coloca a região em posição estratégica para ampliar as exportações.


Entre os principais desafios apontados para o avanço do setor estão a escala limitada das propriedades, a eficiência produtiva, a qualidade do leite e o rendimento industrial em sólidos. Também foram identificados fatores estruturais que impactam a competitividade, como questões sanitárias, capacidade industrial ociosa e limitações de infraestrutura, especialmente em energia, conectividade e estradas rurais.


Outro ponto destacado é a necessidade de alinhar os custos de produção aos padrões internacionais para ampliar a competitividade do leite brasileiro no mercado externo.


Entre os mecanismos propostos pelo plano estão a formalização da cadeia produtiva em modelo de integração vertical, linhas de crédito com condições diferenciadas, salvaguardas para momentos de oscilação entre preços internos e internacionais e incentivos fiscais para implantação de projetos voltados à exportação.


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