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REGIONAL

Valdecir de Borba e o amor por uma profissão que não se apaga

Valdecir, mantém viva a profissão de engraxate com amor, dignidade e respeito, transformando sapatos em histórias e trabalho em propósito

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Valdecir de Borba e o amor por uma profissão que não se apaga
Mídia Sudoeste

Em Santo Antonio do Sudoeste, entre memórias da antiga rodoviária e o cotidiano que insiste em passar apressado, existe um ofício que resiste ao tempo. Ele é mantido pelas mãos firmes e pelo coração simples de Valdecir de Borba, nascido em 1986, hoje o único engraxate em atividade no município. Mais do que uma profissão, engraxar sapatos é para ele um gesto de amor, orgulho e identidade.



Valdecir começou cedo. Aos 10 anos de idade, ainda menino, encontrou na antiga rodoviária da Avenida Brasil o seu primeiro espaço de trabalho. Sem formação escolar, mas carregando uma enorme vontade de vencer por meio do trabalho honesto, ele improvisou o início da jornada com uma simples caixa de papelão. Foi com ela que percorreu longas distâncias até o Mercado Scopel, movido pelo sonho de adquirir os materiais que lhe permitiriam começar.


A simplicidade e a dedicação logo renderam frutos. Seu primeiro cliente foi o doutor Túlio Bandeira, marco inicial de uma trajetória construída com respeito e esforço diário. Na rodoviária, Valdecir conquistou clientes não apenas pelo serviço bem-feito, mas pela educação, humildade e carinho com que atendia cada pessoa que se sentava à sua frente.


Cinco anos depois, o reconhecimento veio por meio de um gesto de generosidade. O senhor Alfredo Mai presenteou Valdecir com uma caixa de engraxate, companheira fiel por muitos anos. Mais tarde, em uma de suas idas para trabalhar em Francisco Beltrão, um empresário sensibilizado com sua história lhe deu uma nova caixa, a mesma que ele utiliza até hoje, carregada de lembranças e significado.


Após a pandemia, Valdecir deixou de atender em cidades vizinhas e passou a trabalhar exclusivamente com os clientes do hotel anexo à antiga rodoviária. Ali, segue firme, mantendo viva uma profissão que poucos ainda exercem, mas que ele honra todos os dias.


Ao ser questionado sobre seus sonhos, Valdecir responde com a simplicidade que o define: “Meu sonho… a melhor coisa é engraxar sapatos”. Uma frase curta, mas cheia de sentido, que revela o respeito e o amor profundo que ele tem pelo seu trabalho.


Agora, um novo desejo ocupa seu coração. Ele sonha em ter um pequeno espaço na Praça Percy Schreiner, “uma casinha” onde possa engraxar sapatos com tranquilidade, oferecer um café, um jornal e uma boa conversa aos seus clientes. Um cantinho simples, mas repleto daquilo que sempre guiou sua vida: dignidade, acolhimento e orgulho pelo que faz.


O tempo passou, a cidade mudou e a antiga rodoviária ficou na memória, mas ele permaneceu. Engraxate desde 1996, Valdecir carrega até hoje o mesmo orgulho e a mesma dignidade de quando começou, provando que, apesar das mudanças, o amor pela profissão continua sendo o que o mantém firme em seu lugar.



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