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GERAL

189 jornalistas foram mortos em dois anos

Levantamento da UNESCO aponta aumento das mortes e registra ataques com drones em zonas de conflito

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189 jornalistas foram mortos em dois anos
Mídia Sudoeste

Um total de 189 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos em 2024 e 2025, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Desse total, 127 perderam a vida em zonas de conflito, o equivalente a 67% dos casos registrados.


O levantamento também aponta que 86% dos assassinatos de jornalistas permaneceram impunes no período, representando o primeiro aumento desse índice em mais de uma década. A taxa é um ponto percentual superior à registrada no biênio anterior.


Os territórios palestinos ocupados concentraram 62 mortes, o maior número entre as regiões analisadas. Na América Latina e no Caribe foram registrados 37 casos, seguidos pela Ásia e Pacífico, com 34; Europa Central e Oriental, com 14; África, com seis; e Europa Ocidental e América do Norte, com um.


Outro dado identificado pela UNESCO é o crescimento dos ataques com drones. Entre 2024 e 2025, 50 jornalistas foram mortos em ataques realizados com esse tipo de equipamento, correspondendo a 40% das mortes em zonas de conflito.


O relatório também documentou sete ataques nos quais vários profissionais da imprensa foram mortos em uma mesma ação. Em 15 casos, as vítimas utilizavam coletes de identificação da imprensa ou estavam em veículos identificados com a palavra "Imprensa".


Fora das zonas de conflito, foram contabilizadas 85 mortes de jornalistas, o menor número em 18 anos. A taxa de impunidade nesses países também apresentou redução, passando de 94% em 2012 para 77% em 2026.


O documento aponta ainda que 14 mulheres jornalistas foram assassinadas no biênio, sendo que 13 estavam em países que enfrentavam conflitos armados.


Os dados fazem parte do Relatório sobre a Segurança dos Jornalistas e o Perigo da Impunidade, divulgado pela UNESCO em referência ao Dia Internacional para Acabar com a Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro.

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