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25 anos Laboratório Santo Antônio: uma história feita de pessoas
Uma história que começou em 2001, construída com trabalho, apoio, desafios, aprendizado e, acima de tudo, com as histórias de milhares de pessoas que passaram pelo laboratório ao longo de um quarto de século
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Mídia Sudoeste
Toda história tem um começo.
A do Laboratório Santo Antônio começou em uma segunda-feira, 18 de abril de 2001.
Naquele dia, Emerson Cervelin abriu as portas do laboratório na Avenida Brasil, em Santo Antonio do Sudoeste. Era o início de um projeto que ainda não tinha a dimensão que teria no futuro. Não havia 25 anos de história para dar segurança, nem uma estrutura construída ao longo do tempo.
Havia um profissional disposto a começar.
E havia pessoas que acreditaram nele.
Quando Emerson olha para aquele dia, lembra que o primeiro passo contou com o apoio da família e de pessoas que estavam próximas naquele momento. Seu irmão, o farmacêutico Dr. Ayrton Cervelin, ofereceu o suporte financeiro para que o projeto pudesse sair do papel. Na época, Ayrton também havia adquirido uma farmácia que posteriormente se tornaria a Farmácia Santo Antônio, que existe até hoje.
“Então é em dois mil e um, né? No dia dezoito de abril. Quem me deu o suporte financeiro na época foi meu irmão, né? Doutor Ayrton Cervelin. Ele que me deu o suporte financeiro”, conta Emerson.
Além. Obviamente de sua mãe.
Ele também trabalhava em outro laboratório quando recebeu uma oportunidade que seria importante para aquele começo. O Drº Aluizio Guimarães disse que, se Emerson montasse o próprio laboratório, poderia contar com os exames encaminhados pelo hospital.
“E já naquela época o Drº Aluizio falou que, se eu montasse o laboratório, ele me dava os exames do hospital, né?”
E assim, com o apoio da família, a confiança de pessoas conhecidas e aquela oportunidade, o laboratório começou.
“Então, com esse suporte aí de pessoas conhecidas e da minha família, do Drº Aluísio, do hospital ali, a gente começou.”
Era o começo de uma história que ninguém naquele momento poderia prever que chegaria tão longe.
O começo não tinha tudo
Os primeiros anos também foram feitos de simplicidade.
Emerson lembra que não havia dinheiro para comprar todos os móveis necessários. Uma das lembranças daquele período envolve uma mesa antiga que estava guardada e acabou sendo reformada para ocupar a recepção.
A familia Ferrari o Dimi e seu Zelírio Ferrari ofereceram a mesa.
“Eu não tinha dinheiro pra comprar uma bancada pra recepção, né? E o seu Zelírio Ferrari, ele tinha uma mesa antiga lá e ele falou: ‘Não, pode lá pegar. Estava lá guardada. Pode lá pegar e reformar que ela fica pra você’.”
A mesa foi reformada por Vânia Badke e permaneceu por anos na recepção.
É uma lembrança simples de um tempo em que cada ajuda tinha importância.
“Então . parece uma coisa simples, mas na hora foi de grande valia, né? Pra gente. Todo mundo sabe que quando está começando uma empresa, o que você puder economizar e otimizar ajuda muito.”
Hoje, 25 anos depois, essa lembrança ajuda a entender a distância entre aquele começo e tudo o que foi construído desde então.
Mas também mostra uma verdade que permanece em toda a trajetória: ninguém constrói uma história sozinho.
Os anos difíceis também fazem parte
Chegar aos 25 anos significa também olhar para os períodos em que continuar não foi fácil.
Emerson não fala de uma única crise.
Foram várias.
“Ah, vários momentos. Vários momentos, não tem, são crises.”
Para ele, empreender significa aprender a conviver com as dificuldades e encontrar forças para continuar.
“Você ser empresário no Brasil é ser forte, é ter resiliência para passar momentos difíceis, cair, praticamente quebrar, se reerguer, levantar, se reinventar, aprender novas habilidades, evoluir como profissional, como pessoa, como ser humano.”
A empresa precisou mudar muitas vezes.
O profissional também.
E, junto com ele, as pessoas que trabalhavam no laboratório.
“Para você melhorar a tua empresa, capacitar o seu funcionário, dar ânimo, dar suporte a eles para eles evoluírem também com você.”
Emerson fala dos funcionários que fizeram parte da trajetória com uma lembrança que vai além da relação profissional.
“Tanto que não tenho nenhum funcionário que saiu da minha empresa, que trabalhou comigo, que até hoje seja meu inimigo. Nunca, nunca tive problema nenhum com nenhum funcionário.”
E completa:
“Na verdade, estão todos bem, graças a Deus, e a gente mantém a amizade com eles até hoje.”
São 25 anos de uma empresa.
Mas também são 25 anos de relações humanas.
Pessoas que chegaram, trabalharam, aprenderam, seguiram outros caminhos e, mesmo assim, permaneceram de alguma forma ligadas à história.
Um mundo que também mudou
Enquanto o laboratório crescia, o setor de análises clínicas mudava.
E mudou muito.
Emerson lembra que, ao longo dessas duas décadas e meia, as transformações aconteceram continuamente.
“O mercado de análise clínica mudou muito. Nesses 25 anos aí, a cada três, quatro anos, você vê uma mudança.”
Para quem está fora do setor, pode parecer uma atividade linear.
Para quem viveu essa transformação, não foi.
“O pessoal acha que é uma coisa meio estática, meio linear. Não é meio estática e linear.”
Novas tecnologias chegaram.
Novas abordagens.
Novas visões de negócio.
“Novas tecnologias, novas abordagens, novas visões de negócio.”
Também mudou a forma como as pessoas passaram a olhar para a própria saúde, com maior atenção à prevenção e a hábitos mais saudáveis.
“Agora nós estamos numa outra realidade total, que as pessoas evoluíram, dando importância, por exemplo, hoje, de vitaminas, de preservação, uma área mais saudável, deixando diminuir a bebida alcoólica, cortando cigarro, mais atividade física, mais fitness, digamos assim.”
E mudou também a concorrência.
“Antigamente os concorrentes eram só aqui, agora nossos concorrentes são empresas grandes, até multinacionais, na verdade.”
Para continuar existindo, foi preciso acompanhar todas essas mudanças.
Por trás de cada exame, existe uma história
Mas se existe algo que o tempo não conseguiu transformar em números é aquilo que Emerson mais guarda desses 25 anos: as histórias das pessoas.
Quando perguntado sobre alguma história de paciente ou família que tenha marcado sua trajetória, ele não consegue escolher apenas uma.
“São muitas, muitas histórias.”
E explica:
“Todo ano acontece duas ou três histórias, é uma área sensível, que a gente acaba se envolvendo.”
São histórias que chegam de diferentes maneiras.
Algumas acompanhadas de preocupação.
Algumas de tristeza.
Outras de esperança.
Entre as lembranças estão crianças que enfrentaram o câncer.
“O tratamento de crianças com câncer, já peguei vários.”
E houve momentos em que o trabalho exigiu estar presente até mesmo aos domingos.
“De todo domingo de manhã, levantar cedo para ir atender essa criança, que hoje, graças a Deus, ela está bem, foi curada.”
Há histórias que ficam pela dor.
“São situações que, ao trabalhar dentro de hospital, a gente acaba se envolvendo emocionalmente, mas é uma coisa que com o tempo a gente aprende a separar.”
Mas separar não significa que tudo deixa de marcar.
“Mas é em muitos casos, casos tristes, que a gente, que mexeu com a gente também.”
E existem as histórias que chegam trazendo uma alegria difícil de explicar.
“E existem casos lindos, maravilhosos.”
Emerson lembra de pessoas que passaram dez anos tentando ter um filho.
“Pessoas que estão há dez anos tentando ter um filho e, após dez anos, a gente vai lá, faz os exames e, no final, quando você faz um simples exame de gravidez, dá positiva e consegue ter o filho, é uma explosão de alegria.”
Também há quem enfrente uma doença durante anos e finalmente receba uma notícia diferente.
“É uma pessoa que recebe alta de uma doença crônica.”
Por isso, Emerson lembra que, embora muitas pessoas associem o laboratório apenas à doença, existe outra dimensão nesse trabalho.
“Pessoal pensa em fazer exames, pensa só em doença, em coisa ruim. Mas tem muita superação, histórias de resiliência, passar por famílias inteiras e, no final, chegam a uma cura, a um bom termo.”
E completa:
“E a gente, com nosso trabalho, ajudou a chegar a esse quadro positivo.”
Talvez seja essa uma das maiores marcas de uma história de 25 anos.
O laboratório não conhece apenas resultados.
Conhece esperas.
Conhece incertezas.
Conhece famílias.
Conhece momentos em que uma pessoa precisa de uma resposta.
E, algumas vezes, também testemunha o momento em que essa resposta muda tudo.
O que Emerson diria para aquele jovem de 2001?
Se pudesse voltar àquela segunda-feira, 18 de abril de 2001, e conversar com o Emerson que estava começando, ele não falaria sobre o tamanho que a empresa teria.
Falaria sobre o homem que ele precisaria continuar sendo.
“Continue se esforçando, continue sendo honesto, continue não enganando ninguém, tá?”
E acrescentaria:
“Continuando no caminho da honestidade, da honra, sendo ético, sendo honesto, sendo justo, tratando todos bem e dando o seu melhor.”
Também diria para nunca parar de aprender.
“E se esforça sempre, se aprimore, continue se aprimorando.”
Porque, para ele, a profissão pode levar uma pessoa muito além do lugar onde começou.
“Que você sendo um bom profissional, no futuro você não terá fronteiras geográficas. Você é um bom profissional em qualquer lugar, você vai ser.”
Mas existe também uma lição que provavelmente só os anos conseguem ensinar.
A de entender que não é possível agradar a todos.
“E não se preocupe em agradar todo mundo, tá?”
Emerson fala sobre aquilo que cada pessoa consegue controlar e aquilo que simplesmente escapa das mãos.
“Existe o que você pode controlar e o que você não pode controlar. Certos aspectos da vida você consegue controlar e direcionar. A maior parte dela, a verdade é que você não consegue fazer isso.”
E lembra:
“Cada ser humano é único.”
Por isso, o conselho para aquele jovem seria continuar.
“Não se preocupe com isso. Vá sempre em frente, levanta a cabeça e um dia após o outro.”
O custo de chegar até aqui
Talvez os 25 anos também sejam uma oportunidade para falar daquilo que não aparece.
Porque uma empresa pode mostrar sua estrutura, sua tecnologia e seus resultados.
Mas existe uma parte da trajetória que somente quem empreende e viveu conhece.
Emerson escolhe uma frase de uma música de que gosta:
“Nos pagamos o preço, mas nunca contamos o seu custo!".
Para ele, empreender nunca foi uma certeza de vitória.
“Resumindo, para ser empresário, ser empreendedor, você nunca vai ter certeza que você vai ter sucesso, não.”
Existem derrotas.
“Na verdade, você vai ter muitas derrotas, mas as vitórias têm que compensar essas derrotas.”
E ele resume:
“É uma luta constante.”
Uma luta que também tem um custo que não aparece nos números.
“E ser empresário, ser empreendedor no Brasil, no mundo em si, mas no nosso país aqui que é tão complicado, tão volúvel a nossa economia,
Então Emerson fala daquilo que muitas vezes fica escondido por trás de uma empresa que continua funcionando.
“Que isso custa para nós, para nosso psicológico, nosso mental, nossa saúde, mas é uma coisa que é intrínseca, faz parte do processo.”
25 anos depois
Em 2001, Emerson abriu uma porta na Avenida Brasil.
Hoje, 25 anos depois, aquela porta deu lugar a uma história muito maior do que provavelmente ele poderia imaginar naquele primeiro dia.
O Laboratório Santo Antônio cresceu, acompanhou as transformações do setor, incorporou novas tecnologias e ampliou sua atuação para Barracão, passando a fazer parte também da rotina de pessoas de toda a região da Trifronteira.
A unidade matriz está atualmente na Rua Presidente Vargas, 1450, em frente ao Hospital e Maternidade Santa Izabel.
Mas o endereço não conta sozinho essa história.
Porque a história está nas pessoas.
Está na família que ajudou quando tudo ainda era um projeto.
Está no irmão que ofereceu o primeiro suporte.
Está no profissional que acreditou e abriu uma possibilidade.
Está naquela mesa antiga que, durante algum tempo, ocupou a recepção e que hoje permanece como uma lembrança de que, no começo, cada ajuda tinha seu valor.
Está nos profissionais que passaram pelo laboratório.
Está nas amizades que permaneceram.
Está nas crianças que enfrentaram o câncer.
Nos domingos em que foi preciso levantar cedo para atendê-las.
Nas famílias que esperaram anos por uma gravidez.
Nas pessoas que receberam uma notícia difícil.
E também nas que receberam a notícia que tanto esperavam.
Está nas doenças vencidas.
Nas altas.
Nas histórias de superação.
Está nas crises que quase derrubaram.
E na capacidade de levantar.
Está em tudo aquilo que Emerson precisou aprender para continuar.
E está também no preço que ele diz ter pago para empreender.
Depois de 25 anos, talvez seja impossível separar o laboratório da própria história de quem o construiu.
Porque uma coisa cresceu junto com a outra.
O laboratório mudou.
Emerson mudou.
O mundo mudou.
Mas a decisão de continuar atravessou todos esses anos.
E talvez seja por isso que olhar para os 25 anos do Laboratório Santo Antônio seja olhar para muito mais do que uma empresa.
É olhar para um pedaço da vida de uma pessoa.
E, ao mesmo tempo, para milhares de pedaços de vida que passaram por ela.
Aquela segunda-feira de 10 de setembro de 2001 terminou.
Vieram outras segundas-feiras.
Outros dias.
Outros anos.
Vieram dificuldades que ele não imaginava.
Vieram pessoas que ele ainda não conhecia.
Vieram histórias que ele nunca esqueceria.
Vieram mudanças que obrigaram a aprender novamente.
Vieram derrotas.
Vieram vitórias.
E, principalmente, veio o tempo.
Vinte e cinco anos dele.
Vinte e cinco anos do laboratório.
Vinte e cinco anos de uma história que começou com um sonho, mas que só chegou até aqui porque, ao longo do caminho, muitas pessoas acreditaram, trabalharam, confiaram e fizeram parte dela.
Hoje, quando Emerson olha para trás, talvez não veja apenas aquilo que construiu.
Veja tudo aquilo que viveu para construir.
E, no fim, permanece o conselho que ele daria para aquele jovem que ainda nem sabia o tamanho da estrada que teria pela frente:
“Vá sempre em frente, levanta a cabeça e um dia após o outro.”
Foi assim que esses 25 anos foram construídos. Todos os dias.