Campo Erê recebe ação de monitoramento contra Amaranthus Palmeri
Fiscalização contou com participação de equipes de Francisco Beltrão e Pato Branco
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Fiscalização contou com participação de equipes de Francisco Beltrão e Pato Branco
Uma ação integrada de fiscalização e monitoramento agrícola foi realizada entre os dias 24 e 26 de março no município de Campo Erê, na divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina. A iniciativa envolveu a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com foco no acompanhamento da planta daninha Amaranthus Palmeri, conhecida como caruru-gigante.
A Adapar participou da atividade por meio da Divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais (Dicaf) e de fiscais dos escritórios regionais de Francisco Beltrão e Pato Branco.
O objetivo da operação foi acompanhar e conhecer de perto o levantamento da ocorrência da planta invasora, considerada uma praga com alto potencial de impacto econômico para a agricultura. A espécie foi identificada oficialmente no Brasil em 2015, em relatório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Segundo o chefe da Dicaf, Marcílio Martins Araújo, a escolha da região ocorreu devido à localização estratégica do município catarinense na área de divisa entre os dois estados. Conforme explicou o engenheiro agrônomo, a ação permitiu avaliar as características da planta, sua distribuição na área afetada e os diferentes estágios de desenvolvimento observados em campo.
Durante a fiscalização, os profissionais realizaram inspeções em propriedades rurais e lavouras em um raio de até cinco quilômetros do local onde houve registro da espécie. Também foram repassadas orientações técnicas aos produtores sobre a identificação do caruru-gigante e a importância de comunicar imediatamente qualquer suspeita ou detecção da planta.
Outro ponto destacado durante as atividades foi o cuidado com a limpeza de máquinas agrícolas. O transporte de sementes por equipamentos utilizados em diferentes áreas pode favorecer a dispersão da espécie, motivo pelo qual a higienização adequada é considerada fundamental para evitar a propagação.
Há indícios de que a contaminação possa estar relacionada ao transporte de resíduos industriais ou materiais provenientes da limpeza de cereais, o que exige atenção de produtores, transportadores e demais envolvidos na cadeia produtiva.
O Amaranthus Palmeri é uma planta originária da América do Norte e do centro-sul dos Estados Unidos. No Brasil, já foi identificado em áreas agrícolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, principalmente em lavouras de soja, milho e algodão.
Uma das principais preocupações dos pesquisadores é a resistência da planta ao herbicida glifosato, amplamente utilizado no controle de ervas daninhas. Além disso, uma única planta fêmea pode produzir entre 600 mil e 1 milhão de sementes, que permanecem viáveis no solo por vários anos.
O crescimento rápido, que pode chegar a até três centímetros por dia, também favorece a competição com culturas agrícolas, podendo comprometer o desenvolvimento das lavouras e causar prejuízos econômicos.
Por esse motivo, o monitoramento constante e a cooperação entre estados são considerados fundamentais para evitar a disseminação da espécie e proteger a produção agrícola da região.
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