Diagnóstico precoce é aliado das crianças com cardiopatias congênitas
Cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos no Brasil com cardiopatias congênitas; identificação antecipada amplia as chances de tratamento e qualidade de vida.
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Cerca de 30 mil crianças nascem todos os anos no Brasil com cardiopatias congênitas; identificação antecipada amplia as chances de tratamento e qualidade de vida.
O diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas tem sido fundamental para aumentar as chances de sobrevivência e garantir melhor qualidade de vida para milhares de crianças brasileiras. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil bebês nascem anualmente no país com algum tipo de malformação no coração.
Neste 12 de junho, data em que é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, especialistas reforçam a importância da identificação antecipada da condição, considerada uma das principais causas de mortalidade infantil relacionada a malformações.
De acordo com a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento vem avançando no Brasil, embora ainda existam diferenças entre as regiões do país.
As cardiopatias congênitas correspondem a alterações na estrutura do coração que surgem durante a formação do bebê ainda na gestação. A gravidade pode variar de casos simples até situações que exigem intervenção médica logo após o nascimento.
Quando a condição é identificada durante o pré-natal, os profissionais conseguem planejar o parto e garantir que o recém-nascido receba atendimento especializado imediatamente após o nascimento, caso necessário. Em algumas situações mais graves, a rapidez no tratamento pode ser determinante para a sobrevivência do bebê.
Além do diagnóstico fetal, os especialistas alertam para a importância da observação de sinais que podem indicar problemas cardíacos na infância. Dificuldade para ganhar peso, cansaço durante a amamentação, respiração acelerada e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades estão entre os principais sintomas que merecem atenção.
Em crianças maiores, dores no peito e sensação de palpitações também podem indicar a necessidade de avaliação médica especializada.
Apesar dos desafios, os avanços da medicina têm permitido que grande parte dos pacientes tenha uma vida normal. Em muitos casos, um único procedimento é suficiente para corrigir o problema. Em outros, podem ser necessárias cirurgias ao longo da vida, acompanhadas por monitoramento contínuo.
Um exemplo é o de Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos. Diagnosticado com uma cardiopatia congênita grave logo após o nascimento, ele passou por três cirurgias cardíacas e atualmente leva uma vida normal, sendo casado e pai de um filho.
Segundo especialistas, histórias como a de Nathan demonstram a importância do acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Com acompanhamento médico e intervenções realizadas no momento certo, muitas crianças conseguem crescer, estudar, trabalhar, praticar atividades físicas e construir uma vida plena.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o acompanhamento inclui exames durante a gestação, como o ecocardiograma fetal, além do Teste do Coraçãozinho, realizado nos recém-nascidos entre 24 e 48 horas de vida. Os pacientes diagnosticados são encaminhados para serviços especializados, onde podem receber tratamento clínico ou cirúrgico de forma integral e gratuita.
Especialistas reforçam que a informação e a conscientização continuam sendo ferramentas essenciais para ampliar o diagnóstico precoce e garantir que mais crianças tenham acesso ao tratamento necessário desde os primeiros dias de vida.
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