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GERAL

PCIPR incorpora tecnologia capaz de ampliar imagens em 100 mil vezes

Novo microscópio eletrônico fortalece investigações criminais e permite análises detalhadas de vestígios invisíveis a olho nu

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PCIPR incorpora tecnologia capaz de ampliar imagens em 100 mil vezes
PCIPR

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) incorporou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento de alta tecnologia capaz de ampliar imagens em até 100 mil vezes e identificar características microscópicas fundamentais para a elucidação de investigações criminais.


A novidade representa um avanço significativo para os laboratórios forenses do Estado, permitindo que peritos analisem materiais com um nível de detalhamento muito superior ao alcançado pelos microscópios ópticos convencionais, que chegam a ampliações de aproximadamente 2 mil vezes.


Segundo o diretor da Academia de Ciências Forenses (ACF) da Polícia Científica, Alexandre Lara, o equipamento utiliza um feixe de elétrons para examinar a superfície das amostras, possibilitando a observação detalhada da morfologia e da composição de materiais em escala microscópica e até nanométrica.


Além de gerar imagens de alta resolução, o microscópio também permite identificar a composição química dos materiais analisados, ampliando as possibilidades de produção de provas técnico-científicas.


Entre os materiais que podem ser examinados estão fragmentos metálicos, fibras têxteis, partículas minerais, tintas automotivas, vidros, polímeros e resíduos provenientes de incêndios e explosivos.


Uma das principais aplicações na área criminal é a análise de resíduos de disparo de arma de fogo. A tecnologia consegue localizar partículas microscópicas e identificar elementos químicos como chumbo, bário e antimônio, frequentemente associados a disparos, proporcionando maior precisão nos laudos periciais.


O equipamento também permite detectar microfraturas, deformações, marcas de fabricação e alterações térmicas que não seriam perceptíveis por métodos convencionais.


O tempo necessário para a realização dos exames varia conforme a complexidade de cada caso, podendo envolver etapas de preparação das amostras, calibração do equipamento, obtenção das imagens e análises químicas complementares.


A aquisição do microscópio marca a primeira incorporação dessa tecnologia à estrutura da Polícia Científica do Paraná. Embora o equipamento já seja utilizado por instituições de pesquisa, universidades e órgãos periciais de referência, como a Polícia Federal, sua chegada à PCIPR amplia a capacidade técnica das investigações e fortalece as ciências forenses no Estado.


 


De acordo com a instituição, a nova ferramenta permitirá análises mais precisas e detalhadas, oferecendo maior suporte técnico às investigações criminais desenvolvidas no Paraná.

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