Doação de órgãos transforma despedida em esperança no HGI
Com apoio da UOPECAN e acompanhamento da equipe da UTI, hospital realiza captações que salvam vidas desde a abertura do serviço
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Com apoio da UOPECAN e acompanhamento da equipe da UTI, hospital realiza captações que salvam vidas desde a abertura do serviço
O Hospital Geral Intermunicipal Dr. Aryzone Mendes de Araújo (HGI) tem consolidado, desde a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um trabalho silencioso, técnico e, sobretudo, humano: a doação de órgãos. Um processo que transforma o fim de uma história em esperança para muitas outras vidas.
Até o momento, foram abertos seis protocolos de Morte Encefálica (ME). Desses, cinco tiveram o diagnóstico confirmado e um não foi fechado, resultando em quatro captações efetivas de órgãos. Em um dos casos, apesar do diagnóstico confirmado, não houve captação devido ao descarte da doação pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), em razão de Tumor Único (TU). Números que refletem não apenas estatísticas, mas decisões criteriosas, baseadas em protocolos rigorosos e no respeito absoluto aos pacientes e às famílias.
A captação realizada na madrugada desta terça-feira (3), envolveu uma paciente do sexo feminino, de 53 anos. O procedimento foi conduzido pela equipe captadora da UOPECAN, de Cascavel, referência nesse tipo de atendimento, com acompanhamento integral da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HGI. Foram captados rins, baço e linfonodos — órgãos e tecidos que agora seguem um novo caminho, levando chance de vida e qualidade a quem aguarda na fila de transplantes.
Todo o processo foi acompanhado de perto pelo coordenador da UTI do HGI, o enfermeiro Charles Costa, que esteve presente desde a abertura do protocolo até a finalização da captação. Segundo ele, cada etapa exige preparo técnico, sensibilidade e trabalho integrado entre as equipes. “A doação de órgãos é um ato de amor que nasce em um momento de dor. Nosso papel é garantir que tudo seja feito com dignidade, transparência e respeito”, destaca.
A parceria com a UOPECAN tem sido fundamental para que as captações ocorram com segurança e agilidade, fortalecendo a rede de doação de órgãos na região. Para o secretário municipal de Saúde de Francisco Beltrão, Edson Concelier, cada procedimento representa mais do que um ato médico — é um gesto de humanidade e solidariedade. “Mais uma captação de órgãos foi realizada no HGI – Hospital Geral Intermunicipal, em Francisco Beltrão. Este gesto de amor e solidariedade reforça a importância da doação de órgãos, que transforma a dor de uma perda em esperança de vida para muitas pessoas que aguardam por um transplante. Todo o processo é conduzido com extremo respeito, ética e um atendimento profundamente humanizado, especialmente junto aos familiares dos doadores, que demonstram grande generosidade e empatia em um momento tão delicado. Nosso reconhecimento às equipes envolvidas e, principalmente, às famílias doadoras, que fazem a diferença e salvam vidas”, ressaltou o secretário.
Mais do que procedimentos médicos, o trabalho desenvolvido no HGI reforça a importância de conversar sobre a doação de órgãos, manifestar esse desejo à família e compreender que, mesmo após a morte, é possível continuar salvando vidas. Cada captação realizada no hospital carrega histórias que se cruzam: de quem parte e de quem recebe uma nova chance. Um gesto que transforma despedidas em recomeços.
Nota de Falecimento
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