Força-tarefa cumpre mandados em três estados contra esquema de exploração sexual
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte durante a Operação Donos da Noite
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Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte durante a Operação Donos da Noite
Na manhã desta quarta-feira, 10 de junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Donos da Noite para desarticular uma rede interestadual suspeita de atuar no tráfico de mulheres para exploração sexual e na submissão de vítimas à condição análoga à de escravo no Nordeste do país.
A ação ocorre de forma conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em endereços localizados nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
As investigações tiveram início após uma representação policial elaborada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira/PB. Posteriormente, o caso foi encaminhado à Justiça Federal e aprofundado pela Polícia Federal.
Além do cumprimento das ordens judiciais, equipes realizam fiscalizações nos estabelecimentos investigados para apurar possíveis crimes relacionados ao tráfico de pessoas e ao trabalho análogo à escravidão. O objetivo também é identificar vítimas e promover eventuais resgates.
Segundo a investigação, os envolvidos seriam responsáveis por estabelecimentos utilizados para exploração sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade. Há indícios de que as vítimas eram submetidas a mecanismos de controle, como imposição de dívidas, metas de consumo, multas e outras restrições. Os investigadores também apuram a existência de uma rotatividade de mulheres entre unidades localizadas nos três estados.
Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos, aparelhos celulares, computadores, mídias eletrônicas, registros contábeis, comprovantes de transações financeiras, valores em espécie e outros materiais que possam auxiliar na comprovação dos crimes e na identificação de novos envolvidos.
Participam da força-tarefa policiais federais, procuradores da República, procuradores do Trabalho e auditores fiscais do Trabalho, em uma atuação integrada voltada ao combate de crimes contra a dignidade humana, a liberdade individual, a dignidade sexual e a organização do trabalho.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de redução à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, manutenção de casa de prostituição e rufianismo, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o andamento das investigações.
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