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GERAL

Inverno se aproxima e Paraná alerta para alta de casos respiratórios em crianças

Secretaria de Saúde reforça importância da vacinação, higiene e atendimento precoce

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Inverno se aproxima e Paraná alerta para alta de casos respiratórios em crianças
Gilson Abreu/Arquivo AEN

Com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, o Paraná acende um alerta para o aumento das doenças respiratórias, especialmente entre crianças. A queda das temperaturas, o clima mais seco e a permanência em ambientes fechados e pouco ventilados favorecem a circulação de vírus respiratórios e aumentam o risco de complicações como a pneumonia.


A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância da prevenção e da atenção aos sinais de agravamento dos quadros respiratórios infantis. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que o período exige cuidado redobrado das famílias e que a rede assistencial já está sendo preparada para a demanda sazonal.


Segundo ele, a prevenção continua sendo a principal forma de proteção, com destaque para a vacinação, higiene das mãos e busca precoce por atendimento médico diante de sintomas persistentes.


Dados da Sesa mostram que crianças de até um ano são as mais afetadas pela pneumonia no estado. Em 2025, foram registradas 1.611 internações nessa faixa etária. Entre crianças de 2 a 12 anos, foram contabilizadas 1.308 internações.


De acordo com o pneumologista pediátrico Carlos Roberto Lebarbenchon Massignan, do Hospital Infantil Waldemar Monastier, muitas pneumonias têm início a partir de infecções virais aparentemente simples, que podem evoluir para quadros mais graves.


O especialista explica que o clima frio e seco favorece a permanência das pessoas em locais fechados, o que facilita a disseminação de vírus respiratórios. Entre os sintomas iniciais estão febre, coriza, tosse e mal-estar, que podem evoluir para pneumonia.


Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como febre persistente, prostração, irritabilidade, diminuição do apetite e alterações no padrão respiratório. Em bebês, também merecem atenção a redução das mamadas e sonolência excessiva.


Um dos sinais de alerta mais importantes é o aumento do esforço para respirar, incluindo respiração acelerada e afundamento das costelas ou da região do pescoço, situação que exige avaliação médica imediata.


Além da vacinação em dia, medidas simples ajudam a reduzir a propagação das infecções respiratórias, como a higienização correta das mãos, manutenção de ambientes ventilados e adoção da etiqueta respiratória.


A Sesa reforça que cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com pessoas sintomáticas e manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e hidratação adequada, são medidas essenciais de prevenção.


Em caso de dúvidas ou sinais de agravamento, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação profissional.

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